Presidente Do Banco Central Gabriel Galípolo E O Presidente Lula Presidente Do Banco Central Gabriel Galípolo E O Presidente Lula

Empresa investigada por crimes com o PCC esteve em reunião com Galípolo e Padilha

Reag Investimentos, alvo da Operação Carbono Oculto, participou de encontros oficiais com autoridades do governo Lula

Agendas oficiais de autoridades do governo registram que Gabriel Galípolo, presidente do , e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, receberam representantes da Reag Investimentos, empresa investigada por suspeita de movimentar recursos para o PCC. Os encontros ocorreram em 2023 e em agosto deste ano, pouco antes da deflagração da Operação Carbono Oculto, que revelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.

Entre os participantes esteve João Carlos Falpo Mansur, presidente do Conselho de Administração da Reag. Segundo o Ministério Público de São Paulo, ele teria papel central na estruturação de fundos de investimento usados pelo empresário Mohamad Hussein Mourad, apontado como o articulador financeiro da facção criminosa e dono da refinaria Copape, também investigada.

Reunião com o Banco Central

Mansur foi recebido por Galípolo no dia 11 de agosto, em um encontro registrado entre 16h30 e 17h30. O objetivo oficial foi “contribuir com propostas e sugestões para o processo decisório da administração pública referente a estratégia de governo e/ou política pública”.

Apesar das suspeitas, a presença da Reag na agenda do Banco Central é explicada pela relevância da empresa no mercado financeiro. Com R$ 299 bilhões sob gestão, a companhia é considerada a maior gestora independente de fundos do país, fora do circuito dos grandes bancos, e figura na B3, a bolsa de valores brasileira.

Ainda assim, Mansur é citado em investigações por adotar “dinâmicas fraudulentas” em fundos de investimento como Anna, Hans 95 e Mabruk II, além da BK Instituição de Pagamento, todos supostamente operados em benefício de Mourad.

Reag na agenda de Alexandre Padilha

A empresa também foi recebida em 14 de novembro de 2023 por Alexandre Padilha, então ministro da Secretaria de Relações Institucionais. Na ocasião, participaram do encontro Manoel Damasceno e Lina Xu, sócios do escritório da Reag na China.

A reunião reuniu ainda empresários chineses de peso, como Zeng Zhirong, presidente da Associação de Mineração da China, e Yuan Lie, presidente da Sinolac Group, voltada para operações portuárias na América Latina.

Padilha afirmou ao site Metrópoles que o encontro foi uma etapa preparatória para a visita do presidente chinês ao . “A reunião com a Associação de Mineração da China, devidamente registrada no e-Agendas, integra uma série de encontros do com instituições chinesas no marco da vinda do presidente Xi Jiping ao Brasil em novembro de 2024”, declarou o ministro.

Outras conexões institucionais

Além de reuniões com Galípolo e Padilha, representantes da Reag também apareceram em encontros oficiais com o Ministério dos Transportes, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Essas conexões reforçam a presença da empresa investigada em diferentes esferas institucionais, ao mesmo tempo em que é alvo de apurações sobre lavagem de dinheiro em benefício do PCC.


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