BRASIL

Empresa que denunciou propina em vacina tentou aplicar golpe no Canadá

Representante da Davati no Brasil disse que recebeu pedido de propina de um dólar por dose de ex-diretor do Ministério da Saúde

Representante da Davati no Brasil disse que recebeu pedido de propina de um dólar por dose de ex-diretor do Ministério da Saúde

A Davati Medical Supply LLC, cujo representante no Brasil denunciou ter recebido pedido de propina de 1 dólar por dose de cada vacina anti-Covid da AstraZeneca, tentou aplicar um golpe no Canadá e revender doses do imunizante para grupos indígenas do país sem ter autorização da farmacêutica AstraZeneca. O caso ocorreu no início do ano e acendeu o alerta em autoridades locais, que decidiram investigar o caso depois que ouviram da própria AstraZeneca a informação de que a fabricante não opera com intermediários.

A empresa, assim como o Butantan, a Janssen e a Pfizer, diz negociar e distribuir seus imunizantes exclusivamente para governos e organismos internacionais da área da saúde, como o consórcio internacional Covax. Na terça-feira 29, a Folha de S. Paulo publicou que Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical no Brasil e é policial militar de Minas Gerais, acusou o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, de ter cobrado os valores em um restaurante de no dia 25 de fevereiro. O caso, o mais rumoroso desde o início da CPI da Pandemia, levou à demissão de Ferreira Dias e à sua convocação para esclarecimentos na comissão de inquérito na próxima sexta-feira, 2.

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