No caso do endividamento, que mede o estoque total de dívidas frente à renda, houve leve recuo de 0,1 ponto porcentual na passagem mensal. Entretanto, no acumulado de 12 meses, a alta foi de 0,9 ponto porcentual, evidenciando uma tendência de crescimento sustentado.
Inadimplência avança na comparação com o ano anterior
A carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) registrou índice de atraso de 4,7% em junho, percentual estável em relação a maio. Porém, o indicador ficou 1 ponto porcentual acima do apurado em junho do ano passado.
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Entrar no grupo Quando se observam exclusivamente as pessoas físicas — ou seja, as famílias —, a taxa de inadimplência atingiu 5,6%, com aumento de 1,2 ponto porcentual no intervalo de um ano.
Crédito livre concentra os maiores índices
No segmento de crédito livre, que engloba operações sem taxas reguladas por regras específicas, a inadimplência alcançou 6,2% da carteira. Esse patamar ficou estável na comparação mensal, mas subiu 0,9 ponto porcentual frente ao mesmo mês do ano anterior. Considerando apenas as famílias nesse segmento, o índice chegou a 7,6%, refletindo avanço anual de 1,1 ponto porcentual.
Juros elevados encarecem o custo dos empréstimos
Os custos do crédito permaneceram em patamares altos. Nas operações de crédito livre destinadas a pessoas físicas, a taxa média de juros ficou em 64% ao ano em junho. O número representou aumento de 1,2 ponto porcentual no mês e de 4 pontos porcentuais em relação ao período anterior, com destaque para as linhas de crédito pessoal não consignado, que figuram entre as mais caras do mercado.
Crédito para empresas cresce, mas recua para pessoa física
O relatório do Banco Central também apontou avanço nas concessões de crédito para empresas no período analisado. Por outro lado, houve leve recuo no volume de novas operações voltadas a pessoas físicas, sinalizando uma retração na demanda por parte dos consumidores diante do cenário de juros altos e endividamento elevado.