Com a cassação da liminar, as publicações inverídicas voltaram a circular livremente no ambiente digital. A campanha do candidato do PL entendeu a movimentação como uma manobra deliberada para beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Rogério Marinho questiona papel do STF na disputa
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador geral da campanha de Flávio Bolsonaro, reagiu com contundência à interferência do magistrado. Em nota oficial, o parlamentar foi enfático: “Em plena disputa eleitoral, o STF não pode ser instrumento de interferência política”.
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Entrar no grupo Marinho denunciou aquilo que classificou como duplo padrão na conduta do tribunal superior. Segundo ele, a decisão de Dino invocou a liberdade de expressão para justificar a manutenção de uma informação comprovadamente falsa contra o candidato da oposição, algo que o senador considerou incoerente com a postura habitual da Corte em casos semelhantes.
Campanha aponta estranheza na atuação de Dino
A defesa jurídica do candidato do PL questionou publicamente a pertinência da atuação de um órgão alheio à Justiça Eleitoral para restituir a circulação de conteúdo mentiroso nas redes sociais. Em manifestação oficial, a equipe declarou: “Soa estranho que justamente no caso desinformativo mais viral e deletério ao contexto eleitoral sobrevenha atuação supressiva de outra instância, com a derrubada no ambiente informativo de mentira flagrante.”
A nota da campanha ainda ressaltou que a petição que chegou ao STF foi direcionada de forma deliberada ao gabinete de Flávio Dino, sem passar pelo mecanismo regular de distribuição entre os ministros da Corte. Para a coordenação jurídica, esse fato reforça a tese de que houve intencionalidade política por trás da decisão.
Contexto eleitoral acirrado
A disputa acontece a poucas semanas do pleito presidencial, período em que a disseminação de conteúdos falsos costuma se intensificar. O boato sobre Nossa Senhora Aparecida tornou-se um dos casos mais virais da campanha, o que amplificou a repercussão da decisão judicial e aprofundou o embate entre apoiadores de Flávio Bolsonaro e o governo federal.
A equipe do candidato do PL reforçou que continuará recorrendo às instâncias competentes para combater a circulação de notícias falsas que, segundo a campanha, prejudicam diretamente a candidatura da oposição.