Erro médico: menina faz quimioterapia por 5 meses após diagnóstico incorreto
Faye Condon foi submetida a cinco meses de quimioterapia por erro de diagnóstico na Inglaterra e família agora processa hospital
Por ContraFatos 07/07/2026 Atualizado em 07/07/2026
Faye e Christina Condon Fotos: Divulgação/GoFundMe/Christina Condon
Faye Condon foi tratada para doença autoimune que nunca teve; condição real só foi descoberta sete anos depois
Um grave erro médico na Inglaterra levou uma menina de apenas 5 anos a ser submetida a cinco meses de sessões de quimioterapia para tratar uma doença que ela nunca teve. Faye Condon recebeu o diagnóstico incorreto de dermatomiosite juvenil (DMJ), uma doença autoimune, quando na realidade sofre de distrofia muscular de Emery-Dreifuss (EDMD), uma condição hereditária progressiva, sem tratamento ou cura.
Mãe percebeu os primeiros sinais
Tudo começou quando a mãe da criança, Christina Condon, notou que a filha tinha dificuldades para correr, pular e acompanhar atividades físicas como as demais crianças. Preocupada, levou Faye ao médico. Em entrevista ao jornal The Sun, Christina relatou:
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– Levei-a ao médico por causa de dores no quadril e incapacidade de suportar peso, e sabíamos que algo estava errado, mas os médicos não conseguiam ver o que eu, como mãe, conseguia ver (…) Ela não conseguia andar 200 metros até a escola, caía do nada, eu tive que gravar vídeos e tirar fotos para provar.
Hospital diagnosticou doença autoimune e iniciou tratamento agressivo
A família procurou o Hospital Infantil de Bristol, localizado no sudoeste da Inglaterra. A equipe médica da unidade concluiu que Faye tinha DMJ. Mesmo diante das desconfianças de Christina, que chegou a solicitar exames adicionais, os profissionais não atenderam ao pedido da mãe.
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A menina então passou por cinco meses de quimioterapia e recebeu injeções domiciliares. Nenhum dos tratamentos surtiu efeito.
Diagnóstico correto veio apenas sete anos depois
Somente após buscar novas opiniões médicas no Hospital Derriford e no Great Ormond Street Hospital a família obteve o verdadeiro diagnóstico. Os novos especialistas identificaram que Faye sofre de distrofia muscular de Emery-Dreifuss (EDMD). Trata-se de uma doença rara que atinge os músculos esqueléticos e o coração, causando fraqueza muscular, rigidez articular e alterações no ritmo cardíaco.
Família processa hospital por sofrimento desnecessário
Hoje, a família move um processo contra o Hospital Infantil de Bristol. O argumento central é que as sessões de quimioterapia impuseram à criança um sofrimento desnecessário e roubaram momentos preciosos que ela poderia ter aproveitado antes que a EDMD avançasse.
Christina lamentou o tempo perdido:
– Se tivéssemos recebido o diagnóstico correto há sete anos, quando Faye ainda conseguia andar, poderíamos ter saído de férias e nos divertido mais com ela antes, antes que precisasse usar cadeira de rodas.
A EDMD não possui cura conhecida, e seu caráter progressivo compromete cada vez mais a mobilidade e a saúde cardíaca dos pacientes.
Faye e Christina Condon Fotos: Divulgação/GoFundMe/Christina Condon