Justiça

Escândalo dos respiradores volta ao STF e cai nas mãos de Dino: ex-ministro de Lula é citado em desvio de R$ 48 milhões

Inquérito sobre desvio de R$ 48 milhões em respiradores na pandemia retorna ao STF com ex-ministro Rui Costa entre os suspeitos do esquema

Caso dos respiradores do Consórcio Nordeste volta à Suprema Corte após seis anos sem recuperação do dinheiro público

Um inquérito que investiga o desvio de R$ 48 milhões na compra de respiradores durante a pandemia de covid-19 foi encaminhado há duas semanas ao gabinete do ministro Flávio Dino, no STF. O caso, que tem o ex-ministro-chefe da Casa Civil Rui Costa (PT) como integrante do núcleo político da fraude, já percorreu um longo caminho pela Justiça — passou pela Justiça da Bahia, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelo STF, retornou à Justiça baiana, depois novamente ao STJ e ao STF, pela terceira vez ao STJ e, finalmente, chegou mais uma vez à Suprema Corte.

Contrato sem licitação e empresa sem experiência no setor hospitalar

Em 2020, no período mais crítico da pandemia, quando a vacina ainda não existia e pacientes agonizavam nos hospitais por falta de remédios e equipamentos, o Consórcio Nordeste — que reúne os nove estados da região — firmou um contrato sem licitação com a empresa Hempcare para a aquisição de 300 respiradores. O pagamento foi realizado integralmente, porém as máquinas jamais foram entregues. A Hempcare, cuja única experiência comercial anterior era a venda de derivados de maconha, recebeu os recursos antes mesmo de assinar formalmente o contrato.

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