Segundo Efrat Bocher, diretora de escavação da IAA, conforme noticiou o “Jerusalem Post”: “As vigas parecem ter servido como cobertura de um pátio interno em um edifício do período do Primeiro Templo”.
O fator que provavelmente garantiu a preservação das vigas ao longo de 2.600 anos foi o reboco derretido das paredes do edifício, que selou a madeira por baixo, protegendo-a da decomposição. Efrat Bocher explicou esse mecanismo como decisivo para que o material chegasse até os dias atuais em condições de análise.
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Entrar no grupo Moradores podem ter preservado vestígios de forma intencional
Estudiosos levantam a hipótese de que os moradores de Jerusalém que retornaram à cidade após a destruição, ao começarem o processo de reconstrução, tomaram a decisão deliberada de manter intactos os vestígios do desastre. Esse ato teria funcionado como uma forma de preservar a memória da catástrofe para as gerações futuras.
Datação com precisão inédita anima a comunidade científica
O achado vem sendo amplamente celebrado por arqueólogos e historiadores. Johanna Regev, da IAA, que está à frente dos estudos sobre as vigas de madeira, ressaltou a excepcionalidade da descoberta:
“É muito raro encontrar em Israel madeira com um número tão grande de anéis de crescimento. Aqui, na Cidade de Davi, encontramos vigas grossas com muitos anéis, o que oferece um potencial de pesquisa significativo, já que um maior número de anéis de crescimento permite uma resolução de datação mais precisa. Até agora, conseguíamos datar achados dentro de uma margem de centenas de anos. Agora, podemos alcançar uma precisão muito maior, reduzindo a margem de datação para apenas dez anos.”
Essa capacidade de estreitar a margem temporal representa um avanço considerável para a arqueologia da região, permitindo reconstruir com maior exatidão a cronologia do período do Primeiro Templo.