“O patrão lucra bilhões com a força do trabalho do trabalhador exausto, cansado, sugado. O patrão não faz muita coisa, o patrão se você botar ele para trabalhar, ele não sabe o que fazer dentro da própria empresa. dele porque ele muitas das vezes nem foi lá na linha de produção, nem foi lá no chão da fábrica, nem foi lá onde tem gente passando mal, desmaiando, sem ver filho”, assinalou a parlamentar.
A deputada ainda traçou um paralelo entre o fim da escala 6×1 e a abolição da escravidão no Brasil, argumentando que o discurso contrário à mudança repete padrões históricos.
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Entrar no grupo “Abolição da escravidão, as pessoas falavam ‘vai acabar com as fazendas, vai acabar com o Brasil, não dá para abolir a escravidão, tem que manter todo mundo escravizado’. Era o mesmo discurso (…) Quem está dando chilique é o mercado financeiro, é a Faria Lima. Obviamente que tem uma preocupação com os pequenos, ‘eu tenho aqui meu negócio, tenho dois trabalhadores, o que eu vou fazer?’ Há um caminho, há uma medida, com as isenções que o governo deve apresentar. (…) Quem está fazendo todo esse show são os grandes que têm condições de mudar a escala daqui para amanhã sem ter perda de nada, sem ter preocupação nenhuma”, afirmou.
A reação de Ana Paula Siebert
Ao ver a fala da congressista circular novamente pelas redes sociais, Ana Paula Siebert não poupou críticas. A modelo questionou a legitimidade de Erika Hilton para opinar sobre o tema, destacando que a deputada não tem experiência como empresária.
“Falou uma pessoa que: nunca foi uma empresária. Não precisa mais dizer nada. O dia que ela empregar milhares de famílias, ela pode querer opinar. Cada baboseira que a gente precisa escutar”, escreveu Siebert.
Contexto do debate sobre a escala 6×1
O embate entre as duas figuras públicas se insere em uma discussão mais ampla que tomou conta do cenário político brasileiro nos últimos meses. O projeto de fim da escala 6×1 — modelo no qual o trabalhador folga apenas um dia a cada seis trabalhados — tem dividido opiniões entre parlamentares, empresários e trabalhadores. Enquanto defensores da proposta apontam ganhos em qualidade de vida para os empregados, críticos argumentam que a medida pode inviabilizar negócios, especialmente os de menor porte.
Na entrevista ao Podpah, Hilton procurou diferenciar a situação dos pequenos empresários da dos grandes, sustentando que quem se opõe com mais veemência são aqueles que teriam condições financeiras de se adaptar imediatamente à nova jornada.