– As eleições na Colômbia deveriam ser nulas por ingerência estrangeira segundo nossa Constituição e o direito internacional com confissão pública e expressa do presidente dos EUA –
O presidente colombiano também declarou que a “intervenção direta do presidente Donald Trump anula as eleições na Colômbia, se atendermos aos tratados internacionais que amparam as nações, incluindo a ONU e a OEA (Organização dos Estados Americanos)”.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Resultado apertado e resistência à derrota
De acordo com a pré-contagem — ainda sem os resultados oficiais definitivos —, De la Espriella obteve 49,66% dos votos no segundo turno, totalizando 12,9 milhões de votos. O candidato esquerdista Iván Cepeda, do Pacto Histórico, partido de Petro, ficou com 48,7%, somando 12,7 milhões de votos. A diferença estreita entre os dois parece alimentar a tentativa de Petro de questionar o processo, numa atitude típica de quem não aceita o veredito das urnas.
Trump exaltou o candidato vencedor
Na segunda-feira (22), o presidente norte-americano havia se referido a De la Espriella como “um bom homem” e declarou considerar “uma honra” que ele tenha vencido após sua manifestação pública de apoio. Trump explicou:
– Quando alguém como eu agrada a uma pessoa, eu gosto dessa pessoa. É muito simples, é uma fórmula simples. Ele ganhou uma eleição na Colômbia que, não sei, surpreendeu alguns porque estava um pouco mais atrás, mas ganhou com facilidade ontem à noite –
Elogios contraditórios a Trump
Em meio à sua extensa e enigmática mensagem, Petro fez uma declaração surpreendente ao elogiar justamente o líder que acusa de interferir no processo eleitoral colombiano:
– Admiro Donald Trump, admiro sobretudo a força de manter em cada americano a ideia da liberdade e por isso Washington deu a Bolívar uma mecha de seu cabelo, mecha que ele levou em seu peito até a morte –
Petro fala em “resistência pacífica”
O presidente colombiano reconheceu que o país ficou dividido ao meio após a votação, mas sinalizou que não pretende simplesmente entregar o poder de forma tranquila. Petro declarou:
– Começará a transição e minha retirada e talvez a resistência pacífica –
A menção a uma possível “resistência” levanta preocupações sobre a disposição do líder esquerdista de respeitar integralmente a transição democrática.
Candidato eleito pede respeito ao resultado
De la Espriella já havia se antecipado a esse cenário. No último domingo (21), pediu a Petro e a Cepeda que respeitem o resultado das eleições e se abstenham de promover mobilizações ou atos de violência enquanto avança a apuração oficial.
O conservador sustentou que foi eleito “sob o mesmo sistema que há quatro anos elegeu quem hoje é o inquilino da Casa de Nariño”, sede do governo colombiano, e garantiu que desconhecer o resultado equivaleria a desafiar milhões de eleitores.