“É em cima do palanque que Lula avacalha a institucionalidade que sustenta a República”, afirma o jornal.
Crítica ao uso eleitoral permanente do cargo
O Estadão sustenta que o comportamento do presidente não se restringe ao período eleitoral. “Tudo o que Lula faz na condição de presidente invariavelmente é transformado em discurso eleitoral, mesmo fora de época”, observa a publicação. Na avaliação do jornal, “o chefão petista, a esta altura, parece incapaz de respeitar os limites da Presidência – o que fica ainda mais explícito em época de campanha eleitoral”.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Jornal classifica Dino como ‘fiel escudeiro’ de Lula
Ao abordar a relação entre o presidente e o ministro do STF, o editorial não poupa palavras. O Estadão classifica Flávio Dino como “fiel escudeiro” do petista na Suprema Corte.
“Um chefe de Estado e de governo com o mínimo senso de decoro e respeito à institucionalidade saberia que um integrante da mais alta corte de Justiça do país jamais poderia ser chamado a participar, sob qualquer pretexto, de um ato de campanha eleitoral, ainda que mal disfarçado de cerimônia oficial. Evidentemente, sendo o líder político calejado que é, Lula sabe disso, o que só agrava a situação”, afirma o Estadão.
STF visto como ‘extensão do governo’, segundo editorial
O editorial vai além e aponta que a naturalidade com que Lula chamou Dino ao telefone desde o palanque revela a visão do presidente sobre o papel do ministro e, por consequência, do próprio STF.
“Para o petista, Dino é seu correligionário e, sendo assim, o Supremo não é um Poder independente, mas uma extensão de seu governo a ser colonizada por gente que lhe devote lealdade pessoal”, conclui o jornal.