“As empresas siderúrgicas americanas e seus trabalhadores merecem competir em condições equitativas”, afirmou William Kimmitt, subsecretário de Comércio para Comércio Internacional.
Além do Brasil, os países atingidos pelas tarifas são: Austrália, Canadá, México, Holanda, África do Sul, Taiwan, Turquia, Emirados Árabes e Vietnã.
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Entrar no grupo Produto afeta setores estratégicos como construção e indústria automotiva
O aço resistente à corrosão, foco das tarifas, é essencial para diversas aplicações industriais e civis. Ele é utilizado na fabricação de carrocerias automotivas, eletrodomésticos, estruturas comerciais e residenciais, além de outros usos estratégicos para a construção civil.
As investigações conduzidas pelo Departamento de Comércio apontaram supostas práticas desleais de comercialização, o que motivou a aplicação de medidas corretivas. Segundo a pasta, empresas que não cooperaram com o processo investigativo serão punidas com tarifas baseadas na regra de ‘fatos disponíveis’ com inferências adversas, mecanismo que, na prática, costuma resultar em tarifas mais severas.
Kimmitt reforçou que a gestão do presidente Donald Trump “não tolerará produtos comercializados de forma desleal no mercado americano”.
Impacto para o Brasil e próximos passos do processo
Os Estados Unidos estão entre os maiores compradores de ferro, aço e alumínio do Brasil, o que torna a medida especialmente sensível para o setor exportador brasileiro. As tarifas podem afetar diretamente empresas nacionais envolvidas na produção e venda de aço, gerando impactos econômicos relevantes.
O processo ainda terá uma nova etapa: a Comissão de Comércio Internacional dos EUA (ITC) avaliará se as importações prejudicaram a indústria siderúrgica americana. Caso seja confirmado o dano, o Departamento de Comércio poderá emitir ordens definitivas de tarifas antidumping e medidas compensatórias.
Aço lidera ações comerciais dos EUA
Atualmente, os EUA mantêm 777 ordens ativas de defesa comercial, entre medidas antidumping e compensatórias. Desse total, cerca de 40% envolvem aço e produtos siderúrgicos, o que consolida o setor como o principal alvo de investigações comerciais norte-americanas.