EUA acusam Cuba de espionagem e infiltração em instituições americanas por quase sete décadas
Relatório de Marco Rubio acusa Cuba de espionagem e infiltração em instituições americanas por quase sete décadas, elevando tensão entre Washington e Havana
Por ContraFatos 20/07/2026 Atualizado em 20/07/2026
Governo Trump sobe o tom e acusa Cuba de espionar os EUA por décadas
Relatório de 100 páginas do Departamento de Estado detalha suposta campanha de subversão cubana contra os Estados Unidos
Um extenso documento divulgado pelo chefe do Departamento de Estado, Marco Rubio, nesta segunda-feira (20/7), eleva drasticamente o nível de tensão entre Washington e Havana. O relatório acusa Cuba de ter conduzido operações de espionagem e infiltração em instituições norte-americanas ao longo de décadas.
Rubio classifica Cuba como “capital do comunismo do século 21”
Filho de imigrantes cubanos e reconhecido por sua postura crítica em relação ao governo da ilha, o secretário de Estado dos EUA declarou que Cuba “tem sido o principal patrocinador do esquerdismo radical” no país há décadas. O documento de 100 páginas vai além e classifica o país caribenho como “a capital do comunismo do século 21”, traçando um histórico das supostas atividades cubanas contra os Estados Unidos desde a Revolução Cubana, no final da década de 1950, liderada por Fidel Castro.
Leitura
Documento descreve operações de inteligência como as mais danosas da história americana
Um trecho do relatório sintetiza a gravidade das acusações formuladas pela diplomacia norte-americana:
“Há quase sete décadas, o regime cubano conduz uma campanha persistente de subversão contra os Estados Unidos. Trata-se de uma campanha que se infiltrou nos mais altos escalões do governo americano, recrutou e cultivou gerações de ativistas americanos, apoiou uma onda sem precedentes de terrorismo de esquerda em solo americano e realizou uma das mais duradouras e danosas operações de infiltração de inteligência estrangeira na história dos Estados Unidos”, diz trecho do documento.
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Tensão crescente desde o retorno de Trump à Casa Branca
As acusações não surgem de forma isolada. Desde que Donald Trump retornou à presidência dos EUA, em janeiro de 2025, o governo norte-americano intensificou significativamente a pressão sobre Cuba. Entre as medidas adotadas estão novas sanções econômicas direcionadas a lideranças cubanas, ameaças de caráter militar e até uma ação judicial movida contra o ex-presidente cubano Raúl Castro.
Ação judicial contra Raúl Castro
O processo contra Castro está relacionado a um ataque contra aeronaves norte-americanas ocorrido na década de 1990. O caso envolve uma rede de espionagem cubana que foi enviada aos EUA com a missão de monitorar organizações anticastristas sediadas na Flórida — grupos que realizavam ataques e operações contra a ilha.
Objetivo declarado: mudança de governo em Cuba
Segundo Marco Rubio, todo o conjunto de pressões tem um objetivo claro: provocar uma mudança no governo de Cuba. A ofensiva diplomática do governo Trump representa uma escalada sem precedentes recentes nas relações entre os dois países e sinaliza que Washington pretende manter uma postura agressiva em relação a Havana.