Vice-secretário Christopher Landau afirma que manifestações de apoio ao crime podem gerar sanções contra não americanos
O governo dos Estados Unidos estuda aplicar medidas contra estrangeiros que exaltarem ou relativizarem o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, morto nesta quarta-feira (10) após levar um tiro no pescoço enquanto discursava em uma universidade em Utah.
A possibilidade foi levantada pelo vice-secretário de Estado, Christopher Landau, que se disse “enojado” com mensagens de usuários em redes sociais celebrando o crime. Segundo ele, funcionários consulares foram orientados a adotar providências diante de publicações que glorificam ou ironizam a morte do líder conservador de 31 anos.
“Em vista do horrível assassinato de uma importante figura política ocorrido ontem, quero ressaltar que estrangeiros que glorificam a violência e o ódio não são visitantes bem-vindos em nosso país”, escreveu Landau em suas redes.
O alerta veio após internautas enviarem ao diplomata capturas de tela de perfis que ridicularizaram a execução de Kirk.
Trump lamenta morte e fala em pena de morte para acusado
Aliado próximo de Trump, Charlie Kirk foi baleado durante uma palestra na Utah Valley University. Apesar do socorro imediato e de uma cirurgia de emergência, ele não resistiu aos ferimentos.
Nas redes sociais, o presidente lamentou a morte do ativista. “Ninguém compreendia a juventude dos EUA melhor do que Charlie. Ele era amado e admirado por todos, especialmente por mim, e agora não está mais entre nós”, declarou.
Na sexta-feira (12), Trump informou que policiais em Utah prenderam o suspeito do atentado, identificado com a ajuda de um pastor e do próprio pai do acusado. Em entrevista à Fox News, o republicano afirmou que pretende solicitar a pena de morte para o responsável pelo crime. “Eles têm pena de morte em Utah e há um ótimo governador lá”, declarou.