A informação foi revelada pela Associated Press (AP News), que teve acesso a documentos do Departamento de Estado e ouviu fontes do governo americano.
Ação conjunta entre Departamento de Estado e DHS
O processo será conduzido em parceria com o Departamento de Segurança Interna (DHS). O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, confirmou a articulação entre as agências. “Estamos coordenando com o DHS para identificar e revogar os vistos de não imigrantes de estrangeiros que vieram aos Estados Unidos alegando ser visitantes de curto prazo, mas depois solicitaram asilo para ficar permanentemente”, afirmou Pigott à AP News.
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Entrar no grupo Questionado sobre o número exato de vistos que serão cancelados, Pigott não quis precisar, caracterizando o processo como “contínuo”, “dinâmico” e conduzido de “forma progressiva”. Autoridades americanas indicaram que os titulares dos documentos revogados não serão necessariamente deportados de forma imediata, mas perderão o status legal de visitantes de turismo ou negócios.
Declarações do vice-secretário de Estado
O vice-secretário de Estado, Christopher Landau, sustentou que estrangeiros têm utilizado vistos temporários como mecanismo de entrada para permanecer indefinidamente no país por meio de pedidos de asilo. “As pessoas nos EUA e em todo o mundo estão cansadas de pedidos de asilo falsos. O asilo não deve ser uma brecha para contornar a lei de imigração”, escreveu Landau.
Política migratória cada vez mais rígida
A nova medida se insere em um contexto de endurecimento progressivo da política de imigração desde o início do segundo mandato de Trump. Até o momento, o Departamento de Estado já havia revogado cerca de 175 mil vistos de indivíduos condenados ou acusados de atividades criminosas, além de pessoas que se manifestaram publicamente contra políticas americanas.
O governo também implementou outras medidas restritivas, como análises de redes sociais de solicitantes, exigência de pagamento de fianças e proibições de emissão de vistos a cidadãos de determinados países.
Possíveis contestações judiciais
A iniciativa deverá enfrentar desafios legais significativos. A decisão chega em um momento em que a Suprema Corte barrou a tentativa do governo de encerrar a cidadania por nascimento por meio de ordem executiva. Esse revés judicial levou a administração Trump a intensificar o combate a práticas como o chamado “turismo de nascimento”.
Atualmente, quem solicita vistos B1 e B2 precisa declarar formalmente que não pretende pedir asilo e deve comprovar a intenção de retornar ao país de origem após o período autorizado de permanência.