EUA reforçam presença militar e discutem rede de vigilância próxima à Venezuela
O comandante do Comando Sul dos EUA, almirante Gregory Holsey, iniciou uma turnê pelo Caribe, visitando Antígua e Barbuda e Granada. A missão busca fortalecer a cooperação em segurança e criar uma rede de vigilância próxima à Venezuela, em resposta ao tráfico transnacional e à influência do regime chavista.
Por ContraFatos 15/10/2025 Atualizado em 15/10/2025
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump | Foto: Reprodução/YouTube/ONU
Comando Sul reforça cooperação com países vizinhos e amplia presença estratégica na região
O almirante Gregory Holsey, comandante do Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom), iniciou uma visita oficial ao Caribe que inclui Antígua e Barbuda e Granada, com o objetivo de fortalecer a cooperação em segurança e vigilância marítima — especialmente nas áreas próximas à Venezuela.
Durante o encontro com o primeiro-ministro Gaston Browne, em Antígua e Barbuda, Holsey discutiu acordos bilaterais de segurança, inteligência e infraestrutura militar, que visam criar uma rede regional de monitoramento para conter atividades ilícitas transnacionais.
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“Os esforços conjuntos são fundamentais para combater o tráfico e as redes criminosas internacionais”, afirmou Holsey, em referência ao chamado “Cartel dos Sóis”, grupo associado a militares venezuelanos acusado por Washington de envolvimento com o narcotráfico.
Expansão da presença americana no Caribe
A visita de Holsey faz parte de uma turnê estratégica que inclui reuniões com autoridades de Granada e outras nações caribenhas, em uma ação coordenada para ampliar alianças militares na região.
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Fontes ligadas ao Departamento de Defesa norte-americano afirmam que a missão reforça o reposicionamento geopolítico dos EUA diante do crescente alinhamento da Venezuela com China, Rússia e Irã.
Desde que assumiu o comando do Southcom, em novembro, Holsey tem priorizado operações conjuntas e o fortalecimento de bases logísticas no entorno da América do Sul.
“A estabilidade regional é uma prioridade. Estamos expandindo nossa capacidade de resposta e proteção nas Américas”, declarou o almirante em nota oficial.
Contexto regional
A movimentação ocorre em meio a tensões crescentes entre Caracas e Washington, após novas sanções impostas pelo governo dos EUA contra o setor petrolífero venezuelano.
Analistas de defesa afirmam que a presença reforçada do Comando Sul no Caribe visa conter ameaças híbridas e impedir a instalação de infraestrutura militar russa em território venezuelano.