“Durante toda a reforma tributária, por exemplo, nunca troquei uma palavra com a líder da bancada sobre esses temas”, escreveu Deccache na publicação. “Eu era o responsável pela pauta.”
O ex-assessor relatou que a deputada não estudava notas técnicas produzidas por sua equipe e tampouco demonstrava interesse em compreender as controvérsias e possibilidades legislativas relacionadas aos projetos em tramitação.
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Entrar no grupo Outros parlamentares assumiam funções da líder, diz Deccache
Ainda segundo o economista, tarefas que naturalmente caberiam à líder do partido na Câmara acabavam sendo desempenhadas por outros integrantes da bancada do Psol. Elaboração de emendas, construção de destaques, reuniões e articulações políticas — tudo ficava sob responsabilidade de colegas parlamentares.
“A construção de emendas e destaques, as reuniões e toda a articulação em torno dessas pautas ficavam a cargo de outros parlamentares”, declarou.
Críticas à postura diante do abono salarial
A questão do abono salarial recebeu atenção especial nas críticas de Deccache. Ele afirmou que Erika Hilton “não fez absolutamente nada para reverter” as mudanças nas regras do benefício e que se limitou a publicações em redes sociais para se posicionar sobre o tema. Para o economista, as postagens não correspondiam a uma atuação parlamentar efetiva.
Liderança exigia mais engajamento, avalia ex-assessor
Deccache fez questão de ressaltar que a posição de líder de bancada demandava um envolvimento mais profundo e constante nos trabalhos legislativos. “Ela não era uma parlamentar qualquer. Era a líder”, escreveu. “A representante do partido, da bancada e de toda a militância.”
Na avaliação do economista, a deputada teria maior destaque em sua atuação nas redes sociais do que no trabalho efetivo dentro do Congresso, o que sustentaria a classificação de “ótima influencer e péssima parlamentar“.