Ex-assessor revela supostas ambições políticas de Alexandre de Moraes
Ex-assessor diz que Moraes deixará o STF para disputar a Presidência em 2030, segundo informação da chefe de gabinete.
Por ContraFatos 21/08/2025 Atualizado em 21/08/2025
Eduardo Tagliaferro Foto: Reprodução/YouTube Gazeta do Povo
Chefe de gabinete teria revelado plano de deixar o STF para concorrer em 2030, segundo Eduardo Tagliaferro
Eduardo Tagliaferro, que atuou como assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou em entrevista que o magistrado tem pretensões políticas e planeja disputar a Presidência da República.
De acordo com Tagliaferro, essa intenção foi compartilhada por ninguém menos que a chefe de gabinete de Moraes. A funcionária teria confidenciado que o ministro planeja deixar o Supremo Tribunal Federal (STF) para se lançar candidato ao cargo mais alto do Executivo federal, possivelmente nas eleições presidenciais de 2030.
Leitura
“A informação que recebi é de que ele pretende se lançar à presidência. Não agora, mas na próxima eleição. A própria chefe de gabinete dele comentou que ele deixaria o STF para seguir com esse objetivo” – afirmou Tagliaferro durante participação no programa Café com a Gazeta, da Gazeta do Povo.
Tagliaferro aponta influência de Moraes e faz críticas severas
Além de comentar os supostos planos políticos de Alexandre de Moraes, Tagliaferro foi além e afirmou que, em sua avaliação, o ministro já exerce mais poder do que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Receba no WhatsApp as principais noticias do dia
Entre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
“A pretensão dele é, sim, governar o país. É, sim, ser o majoritário do Brasil. A gente já sabe que hoje, dentro de seu poder com a caneta, ele manda mais que o presidente da República, mas ele quer mais, não se contenta com isso. Ele é um narcisista e psicopata” – declarou o ex-assessor.
As declarações feitas por Eduardo Tagliaferro reacendem debates sobre o papel de membros do Judiciário na política nacional e levantam questionamentos sobre eventuais movimentos futuros de ministros do STF com aspirações eleitorais.