Ex-Globo assume jornalismo da EBC, estatal de Lula
Myrian Pereira, com passagens pela TV Globo e CBN, assume a diretoria de Jornalismo da EBC no governo Lula
Por ContraFatos 14/05/2026 Atualizado em 14/05/2026
Empresa Brasileira de Comunicação: estatal busca mais um reforço na Globo | Foto: Divulgação/EBC
Jornalista com passagem pela TV Globo e CBN assume comando editorial dos veículos da Empresa Brasil de Comunicação
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável pela TV Brasil, Agência Brasil e Rádio Nacional, tem uma nova diretora de Jornalismo. A jornalista Myrian Pereira, que acumula passagens pela TV Globo e pela rádio CBN, foi nomeada para o cargo pelo governo do presidente Lula da Silva. A publicação oficial ocorreu no Diário Oficial da União na quarta-feira, 13 de maio.
Com experiência também em comunicação institucional de órgãos públicos, Myrian assume a responsabilidade de coordenar a cobertura jornalística de todos os veículos da estatal de comunicação. Ela ocupa a vaga deixada por Cidinha Matos, que saiu do cargo em fevereiro deste ano.
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Padrão de contratações com origem na Globo
A nomeação reforça uma tendência observada desde o início do terceiro mandato de Lula: a incorporação de profissionais oriundos da imprensa tradicional — em especial da Globo — a posições estratégicas na comunicação pública federal. Nomes identificados com a esquerda também passaram a ocupar cargos relevantes nessa estrutura.
A própria presidente da EBC, Antonia Pellegrino, possui vínculos com a emissora carioca, onde trabalhou como roteirista. Pellegrino chegou ao comando da empresa após a saída de André Basbaum, ex-editor do Jornal Nacional, que esteve à frente da estatal desde o começo do atual governo.
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Além de ex-profissionais da Globo, o governo também trouxe para sua órbita de comunicação nomes reconhecidos por posicionamentos políticos. Um exemplo recorrentemente mencionado por opositores é o do jornalista esportivo Juca Kfouri, historicamente ligado a pautas progressistas e defensor público de governos petistas.
Debate sobre critérios das nomeações
A composição da área de comunicação federal gera controvérsia. Críticos sustentam que as escolhas revelam alinhamento ideológico e apontam o uso da máquina estatal para fortalecer narrativas favoráveis ao governo Lula. Do outro lado, aliados do presidente defendem que as nomeações obedecem a critérios técnicos e se baseiam na experiência profissional dos indicados no setor de comunicação.