“Então, se você pegar 70% de 15, você mais ou menos, digamos que você tenha 10%. Cinco vai para o Lula, dez vai para o Flávio. Pronto, já deu”, afirmou Fischer. O próprio publicitário fez questão de ponderar o caráter especulativo de sua projeção: “Eu estou aqui em futurologia”, brincou.
Eleitores de Caiado e Zema como chave da disputa
Fischer detalhou que eleitores de nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema seriam os principais responsáveis por essa transferência de votos. A tese é que, ao perceberem a inviabilidade de seus candidatos, esses eleitores fariam uma escolha pragmática para barrar a esquerda.
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Entrar no grupo “Quando ele chegar na fila e perceber que o candidato dele realmente não tem chance de ganhar e ele tem um receio de que a esquerda, se ele é de centro-direita e direita, possa ganhar, ele vai desistir e vai votar no Flávio Bolsonaro”, disse o publicitário.
Tendência de crescimento no primeiro turno
O cenário apresentado pelo Datafolha mostra Lula à frente de Flávio no primeiro turno, com diferença menor no segundo. Para Fischer, a tendência natural é que a fatia dos demais candidatos encolha à medida que a eleição se aproxima. “Eu acho que esses 15% como tendência devem diminuir e o Flávio deve aumentar a sua participação no primeiro turno”, afirmou.
Ele ponderou, entretanto, que esse crescimento não significaria necessariamente uma vitória já na primeira rodada de votação, mas abriria a possibilidade de o senador terminar à frente de Lula nessa etapa.
A vantagem estrutural no segundo turno
Na avaliação de Fischer, a dinâmica do segundo turno favorece naturalmente o campo da direita, já que não há outro candidato relevante da esquerda disputando votos com Lula. “A única chance que o Lula tem é aumentar a distância dele no primeiro turno, porque no segundo, vou repetir, como na primeira eleição brasileira, que não existe outro candidato da esquerda, só existe um”, afirmou.
Tempo curto e cenário volátil
O ex-marqueteiro também trouxe à discussão o fator temporal. Segundo ele, Lula dispõe de menos de três semanas antes do primeiro turno para reverter uma percepção que não conseguiu construir ao longo de todo o mandato. “Ele tem para o primeiro turno menos que três semanas para tentar provar uma coisa que ele não conseguiu provar em quatro anos”, disse, fazendo referência à tentativa do presidente de se distanciar politicamente da crise envolvendo o STF.
Sobre a imprevisibilidade da reta final, Fischer destacou a intensidade do momento político. “Nesse momento, como nós estamos vivendo, cada dia dessas duas semanas e meia podem significar vários meses”, afirmou o publicitário.