Usaid como ferramenta de influência política global
Benz descreveu a Usaid como “um agente flexível”, operando como um braço de influência política global entre o Departamento de Estado, o Pentágono e a CIA.
Ele afirmou que a agência declarou o populismo uma ameaça à democracia, o que justificaria uma “cruzada de censura” contra lideranças políticas alinhadas a esse movimento em diferentes partes do mundo.
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Entrar no grupo “Quando ondas populistas varreram o mundo — nos EUA em 2016 com Trump, e com o que aconteceu em toda a Europa com Marine Le Pen, Matteo Salvini e Nigel Farage — a Usaid declarou uma guerra santa de censura contra cada um desses grupos populistas, incluindo Bolsonaro”, disse Benz.
“Sem interferência americana, Bolsonaro ainda seria presidente”
Benz foi categórico ao afirmar que a Usaid teve um impacto decisivo no resultado das eleições brasileiras.
“Se a Usaid não existisse, Bolsonaro ainda seria o presidente do Brasil e o Brasil ainda teria uma internet livre e aberta”, declarou.
Segundo ele, a agência investiu dezenas de milhões de dólares em operações de influência no Brasil, incluindo o financiamento de leis contra desinformação e pressão sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para censurar postagens de Bolsonaro em redes sociais.
“Foi a Usaid que gastou dezenas de milhões de dólares do dinheiro dos contribuintes norte-americanos financiando a pressão para aprovar leis contra desinformação no Congresso brasileiro, financiando os advogados que pressionaram o TSE a reprimir os tweets, mensagens no WhatsApp e no Telegram de Bolsonaro”, afirmou Benz.
Ele também citou um dos beneficiários da Usaid, que teria declarado publicamente que o objetivo era “eliminar o intercâmbio internacional de ideias entre o movimento Trump e o movimento Bolsonaro”.
Censura no Brasil foi “baseada inteiramente na Usaid”
Benz comparou a atuação da agência no Brasil a um “polvo de censura”, afirmando que seus tentáculos se estenderam por todo o ecossistema de informação do país.
Segundo ele, a Usaid financiou veículos de comunicação, ONGs e grupos de advocacia para controlar o fluxo de informações e reprimir vozes dissidentes.
“A Usaid gasta bilhões de dólares todos os anos para controlar a mídia”, disse Benz. “Todos os principais veículos de comunicação na Ucrânia são financiados pela Usaid. Todos os principais veículos de comunicação no Ocidente e em muitas partes da África e da Ásia Central fazem hoje o que a CIA costumava fazer.”
Ele comparou a estratégia da Usaid com a Operação Mockingbird, um programa da CIA nos anos 1950 e 1960 para influenciar a mídia internacional.
“Todo mundo se lembra da Operação Mockingbird, certo?”, perguntou. “Pois bem, isso agora se chama Usaid Media Sustainability and Media Assistance.”
Benz detalhou como a Usaid direciona recursos para organizações que compartilham seus objetivos. Ele citou a Fair and Just Prosecution, uma ONG que orienta promotores financiados pelo bilionário George Soros.
“A Usaid deu US$ 27 milhões ao patrocinador fiscal do grupo de controle de promotores de Soros”, revelou. “Esse grupo recebeu mais dinheiro da Usaid do que do próprio George Soros.”
Ele também mencionou o Tide Center, um patrocinador fiscal que recebeu fundos da Usaid e que é um dos principais grupos responsáveis pelo movimento Black Lives Matter.
Para Benz, a Usaid usou recursos públicos americanos para interferir diretamente na política interna de outros países, incluindo o Brasil, com o objetivo de suprimir movimentos populistas e controlar o fluxo de informações.
“Eles eliminam o populismo doméstico porque ele atrapalha seus objetivos de política externa”, concluiu.