“Há um teto do público que consome futebol”, disse. “A gente está tendo que disputar a atenção do público mais jovem, com um monte de coisas. Onde você vai conquistar mais público? Como você vai conquistar pessoas que vão pagar ingresso, pagar camisa, ir aos jogos, pagar para ver um jogo na televisão?”
A resposta, na visão do executivo, é direta: “É com o público feminino”. “As mulheres são o futuro do futebol. Isso é negócio.”
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Entrar no grupo Ataques nas redes sociais contra profissionais da emissora
Renato Ribeiro também denunciou que as narradoras e comentaristas da Globo enfrentam hostilidade constante nas plataformas digitais. Ele descreveu o cenário de agressões com contundência.
“Nós vivemos isso no que a gente faz, ao aumentarmos o número de narradoras e comentaristas”, prosseguiu. “Elas sofrem uma barbaridade, são alvos de ataques nas redes sociais, ataques misóginos. São homens que não admitem: ‘aqui não, aqui não pode. Mulher narrando, comentando futebol, com voz ativa no futebol e jogando’.”
Machismo como raiz da resistência ao futebol feminino
Ao abordar a resistência ao futebol feminino de maneira mais ampla, o diretor foi enfático ao apontar o preconceito como causa principal. Conforme reportagem da TV Pop, Ribeiro declarou que o último reduto machista está sendo derrubado.
“É como se o último bastião machista estivesse caindo”, afirmou. “É um caminho sem volta. O futebol não é só para homens. Isso vai além da misoginia, é um pouco de burrice também.”
Ribeiro também provocou os opositores pelo viés financeiro: “Os misóginos e preconceituosos talvez acordem mexendo no bolso”, declarou. “É um caminho sem volta. Nós precisamos habituar o público. O futebol feminino enfrenta uma resistência. E nós sabemos qual é o motivo da resistência: é fruto de um preconceito, do machismo do futebol.”
Mensagem final: processo irreversível
Ao encerrar sua participação no evento, o executivo da Globo reforçou que a tendência de crescimento da presença feminina no esporte é definitiva.
“E a má notícia para eles é que é um caminho sem volta”, acrescentou. “O futebol não é só para homens, não diz respeito só a eles. Isso se trata de negócios.”