“O chão nos caiu sob os pés. Por causa de uma denúncia, fiscais e policiais armados vieram interromper nosso trabalho e destruir nossa produção”, escreveu a família no perfil do Instagram do sítio.
“Não era só queijo, era o nosso esforço”
Os proprietários afirmam que o trabalho sempre foi realizado com rigor higiênico e transparência, incluindo degustações abertas ao público, visitas guiadas e investimentos em equipamentos de pasteurização e câmaras de maturação.
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Entrar no grupo Eles dizem ainda que buscavam a regularização do espaço e tinham uma reunião agendada com órgãos fiscalizadores justamente para discutir adequações legais.
“Não era apenas queijo e doce de leite destruídos. Era o nosso esforço, empenho, lágrimas e sacrifício sendo descartados como se não importassem”, desabafaram os produtores.
A família contou que não pôde guardar nenhum produto para consumo próprio, o que consideraram um ato de crueldade.
“Pensávamos que, se viesse uma denúncia, isso aconteceria de outra forma: uma visita, um prazo para formalizar. Mas essa crueldade, não nos deixar nem guardar para nosso consumo, não há palavras para descrever.”
Atividades suspensas e apoio nas redes
Com a destruição da produção e a interdição do espaço, o Sítio Terra Santa suspendeu temporariamente as vendas e eventos, enquanto busca entender quais medidas poderá adotar daqui para frente.
A publicação nas redes sociais teve ampla repercussão e gerou solidariedade de consumidores e produtores rurais, que criticaram o que classificam como “perseguição ao pequeno agricultor”.
Nos comentários, centenas de internautas pediram que o caso seja revisto pelas autoridades locais, ressaltando a importância dos pequenos laticínios artesanais para a economia regional e para a valorização dos produtos típicos de Santa Catarina.