Ameaças se multiplicaram em outros jogos da Argentina
Os alertas de segurança não se limitaram a um único episódio. Durante a partida entre Argentina e Egito, disputada em 7 de julho, um usuário da rede social X publicou a seguinte mensagem: “Estou a ponto de entrar no estádio de Atlanta e explodir o Messi com quatro bombas coladas ao meu corpo”.
Na mesma data, uma denúncia anônima feita por telefone informou que “três bombas” haviam sido deixadas em lixeiras ao redor da arena. Equipes de especialistas em explosivos, acompanhadas de cães farejadores, vasculharam todo o perímetro do estádio. Nenhum artefato foi localizado em qualquer um desses episódios.
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Entrar no grupo Cristiano Ronaldo também foi alvo: homem preso em hotel da seleção de Portugal
O craque português Cristiano Ronaldo também entrou no radar das forças de segurança, embora as ameaças tenham se concentrado em assédio invasivo. No dia 14 de junho, um funcionário da Fifa reportou a existência de um indivíduo suspeito que tentava obter informações detalhadas sobre o local de hospedagem da seleção de Portugal.
A polícia de Houston identificou o homem e efetuou sua prisão dois dias depois, quando ele já havia conseguido circular pelo interior do hotel onde a delegação portuguesa estava alojada. Em território canadense, outro indivíduo foi detido ao tentar entrar no elevador privativo junto com o jogador. Posteriormente, ele alegou que sua intenção era apenas tirar uma foto.
Árbitro francês recebeu mais de 6.000 ameaças de morte pelo WhatsApp
O episódio mais grave de intimidação cibernética registrado no relatório envolveu o árbitro francês François Letexier. Após sua atuação considerada polêmica no jogo entre Argentina e Egito, Letexier foi alvo de uma avalanche de hostilidade digital. Os dados de inteligência indicam que ele recebeu mais de 6.000 mensagens com ameaças de morte em seu número pessoal de WhatsApp.
O assistente do VAR, o também francês Willy Delajod, sofreu intimidações semelhantes. Diante da gravidade da situação, o governo da França precisou intervir diretamente, determinando que ambos os profissionais recebessem escolta policial permanente e que a segurança de suas residências na Europa fosse reforçada.