O feijão preto também encareceu, com alta acumulada de 18,1% entre janeiro e julho. Outras variedades, no entanto, seguiram na contramão: o feijão jalo caiu 28,1%, e o vermelho recuou 17,6%.
De onde vêm os dados
Os números foram levantados pela empresa VR, que utiliza ferramentas de inteligência artificial aplicadas sobre notas fiscais reais, enviadas por usuários do seu aplicativo. O sistema cruza a Nomenclatura Comum do Mercosul com cupons eletrônicos para separar categorias e tamanhos de embalagem, evitando distorções nas comparações de preço.
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Entrar no grupo Cássio Carvalho, diretor-executivo da VR, alerta que fatores sazonais e de oferta influenciam os preços de forma desigual entre os diferentes tipos de feijão.
“O consumidor costuma generalizar o custo, mas a realidade exibe dinâmicas peculiares de demanda”, pondera Carvalho.
O peso no bolso do consumidor
A alta brutal do feijão carioca expõe a fragilidade do poder de compra do brasileiro. Mesmo que o pico tenha sido concentrado em janeiro, a média do período praticamente dobrou em relação ao ano anterior — um golpe direto no orçamento das famílias que dependem do grão como fonte de proteína acessível.
A variação desigual entre os tipos de feijão mostra que o mercado de alimentos opera com lógicas próprias, onde clima, safra e logística podem transformar um item básico em artigo de luxo da noite para o dia. Para o consumidor que vai ao supermercado, a conta não mente: o prato mais brasileiro de todos ficou muito mais caro.