Filho de Lula teria instruído lobista a cobrar empresário com contratos milionários no governo federal
Mensagens da PF mostram Lulinha orientando lobista a emitir nota fiscal para empresário com contratos milionários junto ao governo federal
Por ContraFatos 17/08/2026 Atualizado em 17/08/2026
Lulinha
Mensagens apreendidas pela PF revelam orientação de Lulinha para emissão de nota fiscal contra dono de empresa com quase R$ 86 milhões em contratos públicos
Uma troca de mensagens obtida pela Polícia Federal coloca Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no centro de novas revelações envolvendo suspeitas de corrupção e tráfico de influência. Segundo reportagem do site Metrópoles, o filho do presidente Lula da Silva teria orientado a empresária e lobista Roberta Luchsinger a emitir uma nota fiscal destinada ao empresário Cleber Ribas, também investigado no mesmo inquérito policial.
Diálogos de julho de 2023 detalham a orientação
A conversa entre Lulinha e Roberta Luchsinger teria acontecido em julho de 2023. De acordo com os diálogos reproduzidos na reportagem, o filho do presidente enviou uma mensagem direta: “Emite a NF pro Cleber”. A lobista confirmou que já havia realizado a emissão, e recebeu como retorno a mensagem de aprovação: “Boaaaa”.
Leitura
Empresa de Cleber Ribas acumula contratos federais bilionários
Cleber Ribas é dono da 3Structure IT, companhia de tecnologia com sede em Florianópolis. A investigação aponta que a empresa firmou contratos com órgãos federais no valor total de quase R$ 86 milhões. O contrato mais expressivo, conforme o site, foi celebrado com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e ultrapassa R$ 42 milhões.
Pagamentos à consultoria da lobista sob investigação
A Polícia Federal também apura pagamentos realizados pela empresa de Ribas à consultoria comandada por Roberta Luchsinger. Conforme a reportagem, a lobista teria recebido ao menos R$ 150 mil por serviços descritos como prospecção de clientes e identificação de oportunidades de negócios no setor de tecnologia. A defesa do empresário sustenta que a contratação foi regular, devidamente declarada e sem qualquer vínculo com contratos públicos.
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As mensagens analisadas pelos investigadores também indicariam que Lulinha participava de reuniões e mantinha contato com integrantes do núcleo do governo federal. Em diálogos anteriores aos já revelados, Roberta Luchsinger afirmava atuar ao lado do filho do presidente em um “nível diferenciado”. Ambos mencionavam contatos com ex-assessores e autoridades ligadas ao Palácio do Planalto.
Defesa de Lulinha se recusa a comentar
Em nota reproduzida pelo Metrópoles, a defesa de Lulinha afirmou que não comentaria informações divulgadas sobre o caso. O inquérito que investiga as suspeitas de corrupção e tráfico de influência segue em andamento na Polícia Federal.