“[Uma] situação extremamente desumana, tendo a vítima passado por situações de extremo sofrimento. Passando dias sem comer e sem acesso à água“, destacou a delegada.
Como o crime foi descoberto
A Polícia Civil chegou ao caso após uma denúncia da Secretaria Municipal de Assistência Social. Assistentes sociais acompanharam os policiais até a residência, onde encontraram o homem vivendo em condições absolutamente precárias.
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Entrar no grupo Na casa, o filho estava acorrentado à cama, com marcas de contenção prolongada visíveis nos punhos e tornozelos. O estado de higiene era deplorável e o homem se encontrava extremamente debilitado.
Dias sem alimentação e noites ao relento
A investigação revelou que a vítima recebia alimentação de forma irregular e ficava dias seguidos sem comer ou beber água. Além disso, o homem dormia em uma área externa improvisada, ficando exposto ao frio e à chuva.
Durante a maior parte do dia, ele permanecia sozinho, com braços e pernas amarrados, sem qualquer possibilidade de se mover ou pedir ajuda.
Mãe ficou em silêncio durante depoimento
Ao ser levada para prestar depoimento à polícia, a mulher optou por permanecer em silêncio, conforme informou a delegada Fernanda Simão. Ela também relatou que o nome do pai da vítima não consta no registro civil, razão pela qual ele não foi localizado.
Após a audiência de custódia, a prisão da mulher foi mantida. Ela responde por crimes de tortura e maus-tratos.
Filho foi encaminhado para atendimento médico e acolhimento
A vítima recebeu atendimento médico e foi direcionada ao acolhimento institucional por meio da rede de proteção social. As autoridades seguem acompanhando o caso para garantir os cuidados necessários ao homem.
Defensoria Pública se manifesta sobre o caso
Em nota oficial, a Defensoria Pública do Estado de Goiás informou que representou a investigada durante a audiência de custódia, cumprindo seu dever legal e constitucional de garantir a defesa de pessoas que não tenham condições de pagar por um profissional particular, e que não comentará o caso.
A Defensoria destacou ainda que, após a audiência de custódia, deverá ser iniciado o processo criminal e será oportunizado prazo para a investigada constituir sua defesa, que poderá ser realizada pela Defensoria Pública ou por um profissional particular.