Autoridade monetária reage a boatos e esclarece impactos do Drex no uso do dinheiro físico
O Banco Central do Brasil decidiu se manifestar oficialmente após a disseminação de rumores que apontavam para um suposto fim do dinheiro em papel no país a partir de 2026. O esclarecimento teve grande repercussão e surpreendeu consumidores, investidores e agentes do mercado financeiro.
Responsável por conduzir a política monetária nacional, o Banco Central afirmou que não existe qualquer plano para retirar de circulação as cédulas atualmente em uso. A autarquia destacou que sua missão inclui preservar a estabilidade econômica, controlar a inflação e garantir o poder de compra da moeda — o que envolve, também, a manutenção do papel-moeda.
Cédulas seguem garantidas por lei
Segundo o Banco Central, os boatos sobre a retirada das notas de R$ 2 a R$ 100 não procedem. O órgão foi categórico ao afirmar que o uso do dinheiro físico segue assegurado por lei em todo o território nacional.
Com isso, continuam válidas como meio de pagamento as cédulas de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50, R$ 100 e R$ 200. As moedas de 5, 10, 25 e 50 centavos, além da moeda de 1 real, também seguem em plena circulação.
Avanço do Drex impulsionou rumores
Os rumores ganharam força com o avanço do Drex, projeto conhecido como Real Digital, apontado como uma das maiores inovações do sistema financeiro brasileiro. No entanto, o Banco Central esclareceu que o Drex não tem como objetivo substituir o dinheiro em papel.
De acordo com a autoridade monetária, o Drex será apenas uma alternativa digital para transações, especialmente no ambiente online, sem interferir de forma direta nos hábitos da população nem provocar o fim das cédulas físicas.
Mudança de estratégia no Drex e impacto no sistema financeiro
Informações divulgadas pelo portal Seu Crédito Digital indicam que, em novembro de 2025, o Banco Central promoveu uma mudança relevante na concepção do Drex. A proposta inicial de criar uma moeda digital oficial nos moldes de uma CBDC (Moeda Digital de Banco Central) foi deixada de lado.
Na nova estratégia, o Drex passa a operar como uma infraestrutura tecnológica avançada, voltada ao desenvolvimento de contratos inteligentes e à automação de transações financeiras. O foco é aumentar a eficiência, a segurança jurídica e a transparência das operações, sem eliminar o dinheiro físico.
Esses contratos inteligentes permitem que pagamentos e transferências ocorram automaticamente quando condições previamente definidas são cumpridas. Na prática, isso viabiliza negociações mais rápidas e seguras envolvendo imóveis, veículos, ativos financeiros e outros bens de alto valor.
Além disso, o Drex permitirá pagamentos automáticos via dispositivos conectados, integração com carteiras digitais e liquidação instantânea de contratos, reduzindo custos operacionais e riscos de fraude no sistema financeiro.
Dinheiro em papel permanece, mas cenário aponta digitalização
Apesar do avanço tecnológico, o Banco Central reforça que o dinheiro físico continuará existindo. O Drex surge como uma solução complementar, destinada a modernizar o sistema financeiro brasileiro e preparar o país para um ambiente mais digital, competitivo e eficiente.
Essa transformação tende a impactar setores como investimentos, crédito, meios de pagamento, mercado imobiliário e comércio eletrônico, criando novas oportunidades para empresas e consumidores.
Histórico das moedas brasileiras
Segundo informações do portal Brasil Escola, o Brasil já adotou diversas moedas ao longo de sua história. Entre elas estão:
- Real português (1568–1833);
- Real brasileiro (1833–1942);
- Cruzeiro (1942–1967);
- Cruzeiro novo (1967–1970);
- Cruzeiro (1970–1986);
- Cruzado (1986–1989);
- Cruzado novo (1989–1990);
- Cruzeiro (1990–1993);
- Cruzeiro real (1993–1994);
- Real (1994–vigente).
Atualmente, o Banco Central segue produzindo todas as cédulas e moedas em circulação no país, sem qualquer previsão de extinção do papel-moeda.