Fintech sancionada pelos EUA por vínculo com PCC opera em rede de empresas na Faria Lima
Tesouro dos EUA sancionou Pixwave e dois brasileiros por ligação com PCC, empresa integra rede de fintechs na Faria Lima em São Paulo
Por ContraFatos 03/07/2026 Atualizado em 03/07/2026
Faria Lima
Tesouro norte-americano bloqueou bens de dois brasileiros e quatro empresas acusadas de intermediar operações financeiras para facção criminosa
Uma das empresas atingidas por sanções dos Estados Unidos por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) faz parte de uma rede de fintechs que atua na região da Faria Lima, coração financeiro de São Paulo. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.
Primeira ação desde classificação do PCC como organização terrorista
Na quarta-feira 2, o Departamento do Tesouro dos EUA oficializou as penalidades. Trata-se da primeira medida desse tipo adotada após o governo do presidente Donald Trump classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Leitura
As sanções recaem sobre dois cidadãos brasileiros — Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira — e quatro empresas: Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, esta última sediada em Portugal.
Bloqueio de bens e proibição de negócios
A decisão determina o congelamento de todos os bens e ativos dos sancionados que estejam sob jurisdição norte-americana. Cidadãos e empresas dos Estados Unidos ficam proibidos de realizar qualquer tipo de negociação com os alvos. A norma ainda prevê punições a instituições financeiras estrangeiras que efetuem transações relevantes com os envolvidos.
Receba no WhatsApp as principais noticias do dia
Entre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
A Pixwave, que presta serviços financeiros conforme registros da Receita Federal, tem como sócios Shimada e a WTBO Consultoria em Gestão Empresarial. O empresário Paulo Morais Silva é o representante da WTBO. Tanto Shimada quanto a WTBO mantêm relações com uma rede de fintechs, parte delas instalada na região da Faria Lima.
De acordo com o Tesouro dos EUA, Shimada utilizava suas empresas para intermediar operações financeiras entre criminosos nos Estados Unidos e no Brasil.
Promotor contesta indícios de ligação com facção
Apesar da gravidade das acusações feitas pelo governo norte-americano, o promotor do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, declarou à rádio CBN que, até o momento, não identifica indícios de que os penalizados tenham de fato ligação com a facção criminosa.