Flávio acusa Lula de tratar pobre como “otário” após reajuste do Bolsa Família; pobre é esperto e quer trabalho
Flávio Bolsonaro atacou o reajuste do Bolsa Família durante comício em Joinville e acusou Lula de subestimar a população pobre do país
Por ContraFatos 20/09/2026 Atualizado em 20/09/2026
O candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) • GABRIEL SILVA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Senador criticou aumento de R$ 600 para R$ 691 durante comício em Joinville e defendeu legado econômico do pai
Durante um comício realizado em Joinville (SC) neste sábado (19), o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por conta do reajuste do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691. Segundo o senador, a medida é uma tentativa de enganar a população mais vulnerável.
Pobre quer oportunidade, não migalha, afirma Flávio
Na avaliação do candidato do PL, Lula subestima a inteligência da população de baixa renda ao apostar em aumentos no programa de transferência de renda. “Ele está achando que o pobre é aquele otário. Não é. O povo pobre é esperto. O povo pobre quer trabalhar, o pobre quer oportunidade, não quer migalha”, declarou.
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Críticas ao custo de vida e ao poder de compra
Flávio Bolsonaro também mirou nos preços dos alimentos nos supermercados, alegando que o poder de compra das famílias brasileiras era superior durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “R$ 600 não dá mais para encher o carrinho como dava lá atrás com o presidente Bolsonaro”, disse, embora o governo federal sustente que houve recuperação do poder de compra.
O candidato foi além e acusou Lula de alimentar a inflação com gastos excessivos. “Ele finge que está ajudando os pobres, mas ele gasta muito, aumenta a inflação, está tudo caro para caramba, e os R$ 600 não compram mais nada hoje”, acrescentou.
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Reajuste anunciado às vésperas das eleições repete estratégia de 2022
O reajuste de 15% no Bolsa Família foi anunciado pelo presidente Lula na quinta-feira (17), a poucos dias do primeiro turno da eleição, marcado para 4 de outubro. A iniciativa, contudo, não é inédita no calendário eleitoral brasileiro.
Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) adotou estratégia semelhante ao anunciar o aumento do Auxílio Brasil em julho daquele ano — com antecedência maior em relação ao pleito. O reajuste promovido por Bolsonaro foi proporcionalmente mais expressivo, elevando o benefício de R$ 400 para R$ 600.
Apesar das críticas feitas por Flávio, o paralelo entre as duas decisões evidencia que o uso de políticas de transferência de renda em períodos pré-eleitorais se tornou prática recorrente, independentemente do espectro político do governo de turno.
O candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) • GABRIEL SILVA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO