Documento enviado ao USTR pede adiamento da sobretaxa
A ida de Flávio à capital americana tem um propósito definido: participar de uma audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), agendada para terça-feira, 7. Na ocasião, o senador planeja apresentar argumentos contrários à imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Na semana anterior, ele já havia encaminhado ao órgão americano um documento no qual pede o adiamento da medida. O texto central do documento sustenta que a sobretaxa acabaria beneficiando politicamente Lula, em vez de pressionar seu governo a mudar de postura.
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Entrar no grupo “Em outras palavras, as tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro justamente pela estratégia que ele tem adotado: obstaculizar negociações sérias, provocar retaliações por parte de Washington e, em seguida, transformar essa retaliação em uma vitória política interna”, escreveu o senador no documento.
Otimismo com a audiência em Washington
Além das críticas, Flávio Bolsonaro também demonstrou confiança em relação ao encontro na capital dos Estados Unidos. Segundo ele, a intenção é levar “argumentos técnicos e políticos” às autoridades americanas, buscando convencê-las de que a aplicação imediata das tarifas não produziria o efeito desejado.
De acordo com o senador, o governo federal não estaria fazendo esforços para barrar a sobretaxa em discussão nos EUA, o que reforçaria, em sua visão, a tese de que Lula vê vantagem política no cenário de tensão comercial.
Lula rebate e acusa família Bolsonaro de ‘entreguismo’
As declarações de Flávio surgem poucos dias depois de o presidente Lula reagir publicamente à atuação da família Bolsonaro junto ao governo americano. Ao comentar a carta enviada por Flávio Bolsonaro ao USTR, Lula classificou a postura dos Bolsonaro como “entreguismo” e disse que eles querem “submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”.