“O que aconteceu hoje pela manhã eu não vi na imprensa. Acabei de receber a notícia por intermédio dos advogados do meu pai. O presidente Bolsonaro acabou de tomar outra busca e apreensão”, afirmou. Logo em seguida, completou: “Na minha percepção, é uma clara tentativa de criar uma cortina de fumaça nesse momento em que estou aqui trabalhando pelo Brasil para tentar dividir o noticiário com coisas negativas.”
Apuração sobre armas e comunicação prévia à Justiça
De acordo com o senador, a operação estaria ligada a uma investigação sobre armas registradas em nome do ex-presidente. O caso ganhou contornos após um segurança de Bolsonaro ser abordado em uma blitz portando uma arma cujo registro pertencia ao ex-mandatário.
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Entrar no grupo Flávio argumentou que a defesa já havia prestado todas as informações necessárias ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornando a busca, em sua avaliação, completamente dispensável. “O próprio Alexandre de Moraes oficiou a defesa para informar onde estavam as outras armas. Desde a sexta-feira passada tudo foi informado com transparência e documentos”, declarou.
Na leitura de Flávio, a diligência teria servido apenas como verificação das informações já fornecidas pela defesa — algo que, segundo ele, poderia ter sido feito sem a mobilização de agentes federais.
Constrangimento familiar durante a operação
Outro ponto destacado pelo senador foi o impacto da ação sobre a família. Ele relatou que agentes da PF realizaram uma revista minuciosa no imóvel e que Laura, filha de Jair Bolsonaro, precisou sair de seu quarto para que a diligência fosse conduzida. Flávio descreveu a cena como “muito constrangedora” e reiterou o que chamou de “perseguição implacável” contra o ex-presidente.
Mensagem aos apoiadores sobre o estado de Bolsonaro
Antes de encerrar a transmissão, o senador fez questão de tranquilizar a base bolsonarista. Garantiu que o pai mantém ânimo e disposição apesar das circunstâncias. “Ele está bem, está forte, está firme e muito consciente de tudo o que está acontecendo”, disse.
Segundo o parlamentar, Jair Bolsonaro vive um momento de injustiça, mas segue convicto de que sua “missão ainda não acabou”.