Senador afirma que petista é ultrapassado, desconectado da tecnologia e incapaz de conduzir o país à modernidade
Durante entrevista concedida ao Jornal da Fan, da rádio Fan FM, em Sergipe, nesta segunda-feira (2 de fevereiro de 2026), o senador Flávio Bolsonaro (PL) fez uma série de criticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já colocado publicamente como pré-candidato ao Palácio do Planalto, o parlamentar avaliou que o atual chefe do Executivo representa um modelo político superado e sem sintonia com o presente.
Segundo Flávio, Lula carrega um perfil que não dialoga mais com as demandas contemporâneas. Para o senador, o presidente simboliza um pensamento antigo, distante da inovação e da eficiência exigidas pela gestão pública atual.
Analogia com carro antigo marca crítica ao presidente
Ao comentar o desempenho político do petista, Flávio recorreu a uma comparação com um automóvel clássico que já não circula mais nas ruas. A entrevista contou também com a participação do deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE).
“Se você comparar o Lula a um carro… ele parece aquele Opala velhão, que, em algum momento, já foi bonito, já foi um carro de luxo, que dava resultado, que te levava para qualquer lugar. Hoje, o Lula é uma pessoa retrógrada, atrasada e ultrapassada“.
Na avaliação do senador, o presidente teria perdido relevância e capacidade de liderança, permanecendo preso a métodos e ideias que não acompanham a evolução da sociedade brasileira.
Críticas à falta de familiaridade com tecnologia e inovação
Outro ponto explorado por Flávio Bolsonaro foi a relação de Lula com a tecnologia. O senador afirmou que o presidente demonstra desconhecimento sobre ferramentas modernas que poderiam ser usadas para aprimorar a administração pública.
De acordo com ele:
“Lula é um cara que sequer tem telefone celular, um cara que acha que inteligência artificial só serve para manipular vídeos e fotos em redes sociais. Ele não tem ideia de como isso é importante para um governo que quer se pautar pela modernidade, pela inteligência, pela tecnologia”.
Para o parlamentar, essa postura evidencia um distanciamento preocupante em relação à transformação digital e ao uso estratégico de inovação no setor público.
Metáforas alimentares e discurso sobre rejeição popular
O tom da entrevista se intensificou quando Flávio utilizou comparações com alimentos estragados para ilustrar o que chamou de desgaste irreversível da imagem do presidente junto à população.
“Lula é um produto vencido. Imagina você fazer um churrasco com aquela picanha que já está cheirando a podre? Você toma uma cervejinha choca? Esse é o Lula hoje. Ninguém consegue mais tragar esse cara”, disparou Flávio.
A declaração buscou reforçar a ideia de que, na visão do senador, o governo atual já não desperta confiança nem entusiasmo.
Questionamentos à política econômica e ao ministro da Fazenda
Nos minutos finais da participação na rádio sergipana, Flávio Bolsonaro ampliou as críticas para a área econômica. Ele citou diretamente o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), mencionando o apelido “‘Taxad’”, atribuído, segundo ele, à postura do governo de buscar constantemente novos impostos.
O senador argumentou que essas medidas atingem principalmente a classe trabalhadora e representam um entrave ao crescimento econômico.
Ao concluir, Flávio afirmou que o país vive um momento de escolha decisiva, contrapondo o projeto defendido por seu grupo político ao que chamou de “caminho das trevas com o atual governo”.