Flávio Bolsonaro critica decisão de Moraes e diz que medida “não existe na legislação”
Flávio Bolsonaro critica prisão domiciliar do pai e questiona base legal e prazo da decisão.
Por ContraFatos 24/03/2026 Atualizado em 24/03/2026
Ministro do STF Alexandre de Moraes. (Foto: EBC)
Senador questiona caráter temporário da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também é pré-candidato à Presidência da República, manifestou críticas à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita nesta terça-feira (24).
Segundo o parlamentar, a medida tem um formato incomum por ser temporária. Ele classificou a decisão como algo fora do padrão previsto nas normas jurídicas.
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– É uma decisão exótica, porque traz mais uma inovação uma prisão domiciliar provisória, isso não existe na legislação – declarou à Globonews.
Cuidados com Bolsonaro ficarão sob responsabilidade de Michelle
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro será responsável pelos cuidados diretos com o ex-presidente. Ele também destacou que haverá acompanhamento de profissionais de saúde.
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O senador ressaltou que a mudança para o regime domiciliar pode trazer benefícios ao estado emocional de Jair Bolsonaro, já que a ausência de isolamento tende a contribuir para sua recuperação.
Senador questiona lógica da decisão e duração da medida
Flávio também demonstrou dificuldade em entender a coerência da decisão judicial, especialmente em relação ao período estipulado e às condições anteriores enfrentadas pelo ex-presidente.
– Não consigo compreender coerência nisso. Sua vida estava em risco no batalhão, por mais que ele tenha um tratamento digno ali, como funciona? Ele volta para um local em que a saúde dele estava piorando? Eu não consegui compreender a lógica desse período de 90 dias – disse o senador.
Prazo da prisão domiciliar será contado após alta médica
A determinação estabelece que a prisão domiciliar terá duração inicial de 90 dias. Esse prazo começará a ser contado a partir do momento em que Jair Bolsonaro receber alta hospitalar.