Novo ministério com foco em tecnologia e inteligência
Além do recado às facções criminosas, Flávio revelou a intenção de estruturar um Ministério da Segurança Pública dotado de orçamento robusto e orientado para a integração entre municípios, Estados e União. A nova pasta priorizaria investimentos em tecnologia, inteligência artificial e capacitação das forças policiais em nível local.
“Vamos ter pela primeira vez no Brasil um Ministério da Segurança Pública, com um orçamento grande, que possa viabilizar que os municípios invistam também em segurança pública”, afirmou o senador ao público presente no evento.
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Entrar no grupo Segundo Flávio Bolsonaro, o uso de sistemas de inteligência artificial permitiria o reconhecimento de veículos roubados, a identificação de pessoas com mandados de prisão em aberto e o monitoramento urbano em tempo real. Para ele, a ausência desses recursos tecnológicos, combinada à burocracia e à corrupção, contribui diretamente para o crescimento da criminalidade no país.
Guardas municipais no centro da estratégia de combate ao crime
Outro ponto levantado pelo pré-candidato foi o papel das guardas municipais, que passaram a ser reconhecidas como polícias municipais. Na visão de Flávio, essas forças terão protagonismo na estratégia de enfrentamento à violência.
“As guardas municipais têm um papel fundamental em ajudar no combate à criminalidade”, disse. “O marginal, infelizmente, só respeita o que teme. E quanto mais profissionais qualificados nós tivermos para o uso de arma de fogo, mais segurança nós teremos em todo o Brasil.”
Críticas à gestão da esquerda na Bahia e modelo inspirado em Bolsonaro
Sem citar nomes diretamente, o senador mirou governos do PT ao falar sobre segurança pública. Classificou a Bahia como um dos “estados mais violentos do Brasil, governado pela esquerda há mais de 20 anos”, associando o cenário de insegurança à falta de investimentos e à má gestão.
Ao longo de seu discurso, Flávio Bolsonaro também defendeu a adoção de um modelo administrativo “mais digital”, inspirado na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nessa linha, propôs a redução da burocracia estatal e uma maior integração entre os entes federativos para enfrentar o crime organizado de maneira coordenada e eficiente.