Internacional conservadora
A participação na CPAC faz parte de uma estratégia mais ampla de articulação com lideranças da direita internacional, movimento que os irmãos Bolsonaro vêm construindo desde fevereiro.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado que perdeu o mandato por faltas após se mudar para os Estados Unidos há cerca de um ano, tem orientado o irmão em uma série de viagens internacionais. Entre os destinos visitados estão países do Oriente Médio, a França e, na semana passada, o Chile, onde participaram da posse do presidente José Antonio Kast.
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Entrar no grupo Na edição do ano passado da CPAC, Eduardo discursou contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e pediu orações ao pai, Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.
Para a edição deste ano, além de Donald Trump e do ideólogo e estrategista Steve Bannon, também estão confirmados a ex-primeira-ministra britânica Liz Truss e o senador americano Ted Cruz.
Reunião com assessor do Departamento de Estado
Nos próximos dias, Flávio Bolsonaro deve se reunir com Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que visitará o Brasil para compromissos relacionados ao processo eleitoral brasileiro.
Beattie chegou a solicitar ao ministro Alexandre de Moraes autorização para visitar Jair Bolsonaro na prisão. O ministro inicialmente concedeu a visita, mas voltou atrás posteriormente e cancelou a autorização.
Alerta no Palácio do Planalto
O governo Lula acompanha as movimentações com preocupação.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou ao Supremo Tribunal Federal que a visita do assessor ligado a Trump ao Brasil pode representar, segundo a própria chancelaria, “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.
Outra questão observada pelo Palácio do Planalto é o debate dentro do governo americano sobre classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A avaliação no governo é de que essa discussão também estaria inserida na agenda internacional construída pelos irmãos Bolsonaro junto a autoridades estrangeiras, especialmente nos Estados Unidos.
Apoio internacional e cenário eleitoral
Entre apoiadores de Flávio Bolsonaro com influência em Washington, a avaliação é que o desempenho do senador nas pesquisas eleitorais pode ser usado como argumento para estimular gestos públicos de apoio por parte de Donald Trump.
Segundo essa análise, Trump tende a se aproximar de lideranças políticas que demonstram força eleitoral.
Com Flávio Bolsonaro reduzindo a diferença em relação a Lula nas sondagens eleitorais, o ambiente seria considerado mais favorável para uma eventual declaração de apoio. Também se avalia a possibilidade de uma eventual recusa americana em reconhecer o resultado das urnas caso o atual presidente seja reeleito.