Os demais nomes testados pelo levantamento ficam bem atrás dos dois líderes. Augusto Cury (Avante) registra 7%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) com 3% e Renan Santos (Missão) com 2%. Romeu Zema (Novo) e Pablo Marçal (PRTB) aparecem com 1% cada. Brancos, nulos e indecisos totalizam 8%.
Rejeição pesa contra Lula e beneficia rival
Um dos dados mais reveladores da pesquisa diz respeito ao índice de rejeição dos possíveis candidatos. Em pergunta de múltipla escolha, 49% dos eleitores declararam que não votariam em Lula de jeito nenhum, colocando o petista no topo do veto popular. Flávio Bolsonaro aparece na sequência, rejeitado por 40% dos entrevistados — uma diferença de nove pontos que dá ao senador maior capacidade de crescimento eleitoral.
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Entrar no grupo A dificuldade do atual chefe do Executivo nas intenções de voto guarda relação direta com a avaliação de sua gestão. Segundo a pesquisa Gerp, 50% dos eleitores desaprovam o trabalho realizado pelo governo federal, enquanto 44% manifestam aprovação. Os que não souberam ou não quiseram responder somam 6%.
Série histórica confirma tendência de crescimento de Flávio Bolsonaro
Desde junho, quando o instituto iniciou a série de medições, a diferença no segundo turno entre os dois candidatos oscilou entre um e sete pontos percentuais. O resultado atual representa o maior placar já registrado em favor do candidato do PL, consolidando uma trajetória ascendente.
Já nos cenários de primeiro turno, as sete rodadas de pesquisa nunca registraram distância que ultrapassasse o limite do empate técnico entre os líderes — embora a vantagem numérica tenha sido consistentemente de Flávio Bolsonaro.
Recortes demográficos revelam bases eleitorais distintas
A análise estratificada da amostra evidencia perfis de apoio bem delineados no confronto direto entre os dois nomes:
- Flávio Bolsonaro lidera de forma expressiva entre os homens, com 57% contra 34% de Lula, e domina os estratos de renda situados entre cinco e dez salários mínimos.
- Lula mantém vantagem entre as mulheres, registrando 50% ante 44% do adversário, e também lidera no segmento de eleitores que recebem até um salário mínimo.
Ficha técnica da pesquisa
O levantamento foi contratado por Gerp Mercadologia e está registrado no TSE sob o protocolo BR-00535/2026. Foram ouvidos 2.400 eleitores entre os dias 14 e 16 de setembro, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.