Flávio Bolsonaro dispara entre eleitores de baixa renda e acende sinal de alerta para Lula
Flávio Bolsonaro salta nas pesquisas entre eleitores de baixa renda, ultrapassa Lula e gera preocupação na campanha petista
Por ContraFatos 04/08/2026 Atualizado em 04/08/2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) • Agência Senado e Palácio do Planalto
Senador conquista eleitores que ganham até dois salários mínimos e ultrapassa o presidente em faixa decisiva da disputa
Uma reviravolta significativa nas pesquisas eleitorais está gerando preocupação na campanha de Lula (PT). O senador Flávio Bolsonaro registrou um salto expressivo entre os eleitores que recebem de um a dois salários mínimos, segmento historicamente favorável ao petismo, e agora lidera nessa faixa de renda.
Números da pesquisa BTG Pactual/Nexus revelam inversão impressionante
A rodada divulgada nesta segunda-feira (3) pela pesquisaBTG Pactual/Nexus mostrou que Flávio Bolsonaro saltou de 30% para 44% entre os eleitores dessa faixa salarial. Lula, por outro lado, amargou uma queda expressiva: foi de 47% para 37%. O presidente, que ostentava 17 pontos de vantagem nesse recorte no levantamento anterior, agora se vê sete pontos atrás do senador — uma mudança de 24 pontos no cenário comparativo.
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Estratégia de Flávio no supermercado conecta com a realidade do eleitor
A campanha do senador tem adotado uma comunicação direta e eficaz. Flávio Bolsonaro tem gravado vídeos dentro de supermercados, mostrando os preços dos alimentos e utilizando o custo de vida elevado como ferramenta para criticar o governo Lula. A abordagem parece estar surtindo efeito justamente no público que mais sente no bolso as dificuldades do dia a dia.
Crescimento ocorre mesmo com obstáculos na campanha do senador
O que torna o avanço de Flávio Bolsonaro ainda mais notável é o fato de ele ter acontecido em meio a desafios consideráveis enfrentados pela sua candidatura. O senador ainda não conseguiu construir uma aliança nacional ampla, tem encontrado resistências na busca por um nome para vice e passou por sucessivas mudanças na equipe de campanha. Mesmo assim, os números subiram de forma consistente, sinalizando uma força orgânica junto ao eleitorado popular.
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Aliados de Flávio já planejam usar esse resultado como argumento de que a candidatura possui espaço real para continuar crescendo. A intenção é reabrir conversas com partidos que até agora não aderiram à chapa, aproveitando a reta final das convenções partidárias.
Campanha de Lula reage com cautela, mas preocupação é evidente
Integrantes da campanha petista tentam minimizar os números, afirmando que o dado faz parte de um recorte específico e que ainda precisa ser confirmado por outros levantamentos. A cautela, porém, não esconde o incômodo.
No entorno de Lula, uma discussão que já vinha sendo travada entre aliados ganhou força: a melhora dos indicadores econômicos do país não está sendo percebida na mesma proporção no orçamento das famílias brasileiras. É justamente essa desconexão entre dados macroeconômicos e a realidade cotidiana que Flávio Bolsonaro tem explorado com habilidade.
PT reconhece risco de perder uma de suas maiores fortalezas eleitorais
Dentro do PT (Partido dos Trabalhadores), a atenção está concentrada no peso estratégico desse eleitorado para a disputa. A avaliação interna é clara: uma redução da vantagem de Lula entre os eleitores de menor renda pode comprometer uma das principais margens que o presidente havia construído sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro. Perder essa base significaria enfraquecer um pilar essencial da competitividade petista.