Vídeo de Zema gera reação em cadeia
No vídeo publicado, Zema foi enfático ao criticar o filho do ex-presidente. “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável”, afirmou. “É um tapa na cara dos brasileiros de bem.”
A repercussão foi imediata no campo bolsonarista. Eduardo Bolsonaro acusou Zema de agir sem ouvir “o outro lado”. A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) foi além e declarou que havia dentro do PL um movimento para suspender alianças com o Novo “diante da precipitada e rasteira manifestação de Zema”.
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Entrar no grupo Partido Novo enfrenta divisão interna
A postura de Zema provocou rachaduras dentro do próprio Novo. Segundo relatos publicados pela Oeste, integrantes da legenda passaram a discordar da forma como o ex-governador conduziu a crítica pública a Flávio. O diretório estadual do Novo no Paraná divulgou nota afirmando que o vídeo gerou “ruídos desnecessários em alianças já estabelecidas” e considerou a manifestação de Zema “precipitada”.
Flávio descarta chapa com Zema
Em entrevista à CNN, o senador Flávio Bolsonaro reagiu às declarações do ex-governador e considerou que o episódio inviabilizou uma eventual composição de chapa entre os dois. “É óbvio que, em função do que aconteceu, fica inviável ter uma chapa Flávio presidente e Zema vice”, declarou.
Flávio ainda afirmou que Zema “se equivocou” e tentou tirar proveito político da situação. “Ele não me deu nem a oportunidade de falar o que era”, disse. “Ele já partiu para dentro de um estúdio para gravar um vídeo e se aproveitar eleitoralmente disso.”
Bolsonaro orienta filho a manter posição
Apesar do desgaste, o entorno de Jair Bolsonaro decidiu manter apoio integral à pré-candidatura de Flávio. Segundo relatos publicados pela Oeste, o ex-presidente orientou o filho a sustentar publicamente sua versão e evitar qualquer sinal de recuo político. “Apenas fale a verdade”, teria dito Bolsonaro ao senador.
Pesquisa Datafolha aponta empate com Lula no segundo turno
Pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 16 de maio, reforça o capital eleitoral de Flávio Bolsonaro. Em um cenário de eventual segundo turno presidencial, o senador aparece empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos com 45% das intenções de voto. O levantamento ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios entre os dias 12 e 13 de maio. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.