“São pessoas que obviamente têm que ter o conhecimento técnico, pessoas que sejam de verdade conservadoras”, afirmou Flávio. “Essa é uma característica importante, porque, volta e meia, numa canetada, o ministro autoriza a liberação de drogas, o ministro do Supremo autoriza o aborto.”
Segurança pública: asfixia financeira contra o crime organizado
Além das diretrizes para o Judiciário, o pré-candidato à Presidência traçou um diagnóstico crítico sobre a política de segurança do governo atual. Flávio Bolsonaro confrontou diretamente a postura do Palácio do Planalto e fez questão de diferenciá-la de suas próprias propostas.
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Entrar no grupo “Por que o Lula tem que proteger esses caras? Eu quero proteger o seu filho, e ele quer proteger os traficantes”, afirmou o senador.
A estratégia defendida por Flávio passa pelo estrangulamento econômico das organizações criminosas. Para ele, cortar o fluxo de dinheiro é a forma mais eficaz de desmontar o poder das quadrilhas.
“É preciso asfixiar financeiramente esses grupos, porque é esse dinheiro que compra fuzis e permite que eles imponham domínio sobre territórios”, disse.
O congressista mencionou que aproximadamente 50 milhões de brasileiros convivem sob a influência direta do crime organizado. Como resposta, propôs uma ampla articulação internacional, baseada no compartilhamento de tecnologia e dados de inteligência com outras nações.
Tarifas americanas: Flávio se oferece como mediador
No campo da política externa, o senador abordou a ameaça de Washington de impor uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo Flávio, ele já encaminhou uma carta oficial às autoridades norte-americanas, colocando-se à disposição para ajudar a encontrar uma solução para o impasse comercial.
“Vamos fazer trabalho sério. Como ele [Lula] não vai conseguir resolver tarifas, me coloco à disposição do povo brasileiro. Faço esse esforço, espero que minha carta funcione e o governo não imponha as tarifas”, relatou.
Na avaliação do parlamentar, o risco de sanções está diretamente ligado à conduta diplomática do presidente Lula. “O governo americano pode estar com raiva do Lula, tem todos os motivos para punir o Lula. O Lula está queimadaço no mundo inteiro”, concluiu.
Possível derrota de Jorge Messias no Senado
Flávio Bolsonaro também projetou um cenário de novo revés para o Palácio do Planalto no Senado, caso o governo insista em reconduzir o nome de Jorge Messias, advogado-geral da União, para aprovação dos senadores. O parlamentar sinalizou que a indicação não teria apoio suficiente na Casa.