A Justiça Eleitoral, porém, contesta essa associação. Segundo o tribunal, a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem desenvolveu o sistema de votação ou os softwares empregados no processo eleitoral do Brasil.
Pedido por mais missões de observação
Na sequência de sua fala, Flávio Bolsonaro esclareceu que não pretende questionar frontalmente o sistema de votação. “Não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições”, afirmou. O senador também sugeriu que especialistas estrangeiros poderiam colaborar para tornar o processo “mais seguro e transparente”.
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Entrar no grupo Vale lembrar que apenas três países — Butão, Brasil e Bangladesh — ainda utilizam urnas eletrônicas de primeira geração, modelo que não oferece comprovante impresso do voto.
Referência ao encontro de Jair Bolsonaro com embaixadores em 2022
Durante o evento, o senador também relembrou a reunião organizada pelo então presidente Jair Bolsonaro com embaixadores em 2022. De acordo com Flávio, o pai expressou na ocasião “uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral”, com o objetivo de que os diplomatas levassem esse debate a seus respectivos países.
Naquele episódio, o ex-presidente contestou a segurança das urnas e defendeu mudanças no sistema eleitoral diante de representantes estrangeiros. A reunião acabou sendo analisada pelo Tribunal Superior Eleitoral, que condenou Jair Bolsonaro à inelegibilidade por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Posição da campanha de Flávio
Em nota divulgada após o encontro com os diplomatas, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que o senador “não col” — trecho que aparece incompleto na divulgação original, mas que indica a tentativa de distinguir sua postura da adotada pelo pai em 2022.