Alegorias e personagens geraram reação
Durante o desfile, Jair Bolsonaro foi retratado como palhaço em dois momentos distintos. Na comissão de frente, apareceu com faixa presidencial. No encerramento, surgiu caracterizado como “Bozo”, com tornozeleira eletrônica danificada. Também houve uma encenação envolvendo o ex-presidente Michel Temer.
Outra ala que provocou críticas foi a intitulada “neoconservadores em conserva”. Os integrantes usavam fantasias em formato de lata, estampadas com a imagem de uma família composta por homem, mulher e dois filhos.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Segundo o material explicativo distribuído pela escola, o grupo simbolizava setores que fazem oposição ao governo Lula. A descrição mencionava representantes do agronegócio, segmentos religiosos evangélicos, defensores do regime militar e figuras associadas à elite econômica.
Tentativas anteriores de barrar o desfile
A controvérsia começou antes mesmo da apresentação na avenida. Parlamentares e aliados da oposição tentaram impedir o desfile por meio de medidas judiciais, mas não obtiveram sucesso.
No campo governista, a orientação foi de cautela. Ministros foram aconselhados a não participar da apresentação para evitar questionamentos na Justiça Eleitoral.
A primeira-dama Janja chegou a ser cotada para desfilar, mas desistiu pouco antes do início. Lula assistiu ao desfile de um camarote e, em determinado momento, aproximou-se da área próxima à pista, onde foi cercado por apoiadores, seguranças e jornalistas.
Enredo destacou trajetória política
Com o título Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil, o enredo percorreu a trajetória política do presidente. A narrativa exaltou sua história e evitou abordar temas sensíveis de sua biografia, como os processos de corrupção que marcaram mandatos anteriores.