Flávio Bolsonaro se reúne com Marco Rubio e faz pedido sobre PCC e CV; veja o que foi tratado
Senador Flávio Bolsonaro se reuniu com Marco Rubio e JD Vance em Washington e pediu classificação do PCC e CV como terroristas
Por ContraFatos 27/05/2026 Atualizado em 27/05/2026
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Senador encerrou maratona de reuniões em Washington com encontros de alto nível no Departamento de Estado e na vice-presidência dos EUA
O último dia de compromissos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Washington, nesta quinta-feira (28), foi marcado por reuniões com duas das figuras mais influentes do governo norte-americano: o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. Os encontros aconteceram um dia depois de o parlamentar ter sido recebido pelo presidente Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca.
Pedido para classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas
O ponto central da conversa com Marco Rubio foi a solicitação feita por Flávio Bolsonaro para que as facções criminosasPCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) sejam designadas como organizações terroristas estrangeiras pelo governo dos Estados Unidos. Segundo o senador, Rubio teria se mostrado favorável à medida.
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Essa posição contrasta diretamente com a do governo Lula, que considera que tal classificação abriria margem para intervenções norte-americanas em território brasileiro.
O que muda com a designação terrorista
Caso os EUA oficializem a classificação, as consequências seriam significativas. As facções brasileiras passariam a sofrer restrições financeiras globais severas, incluindo o bloqueio automático de ativos e contas bancárias em solo norte-americano. Além disso, integrantes dessas redes criminosas seriam proibidos de entrar no território dos Estados Unidos.
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Na reunião com o vice-presidente JD Vance, o tema central foi outro. De acordo com Flávio Bolsonaro, Vance levantou questionamentos sobre a situação da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa no Brasil. O senador e pré-candidato do PL afirmou ter abordado os recentes decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltados à regulação das plataformas digitais (big techs).
Comitiva brasileira também se reuniu com vice-secretário de Estado
A agenda em Washington não se limitou aos dois encontros de maior destaque. A comitiva brasileira — composta também pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo jornalista Paulo Figueiredo — esteve com Christopher Landau, vice-secretário de Estado dos EUA. Nessa reunião, foram discutidos temas como cooperação econômica e política entre Brasil e Estados Unidos diante de uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro, além da reiteração da urgência em classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. O secretário Marco Rubio não participou desse encontro específico.
Recepção calorosa de Trump no dia anterior
A visita ao Departamento de Estado veio na sequência do encontro com Donald Trump, ocorrido na véspera. Relatos da comitiva indicam que o presidente norte-americano recebeu Flávio Bolsonaro de forma “muito calorosa” e iniciou a conversa perguntando sobre o estado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Governo Lula monitora viagem e Alckmin critica família Bolsonaro
O Palácio do Planalto vem acompanhando de perto a passagem dos integrantes da família Bolsonaro pelos Estados Unidos. Na terça-feira (26), o vice-presidente Geraldo Alckmin subiu o tom e criticou publicamente a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior, afirmando que o Brasil não precisava de “mais um da família trabalhando contra o país” nos EUA.
Flávio promete novidades para o Brasil
Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram na quarta-feira (27), Flávio Bolsonaro comentou a continuidade dos compromissos políticos na capital norte-americana. Na gravação, o senador declarou: “Daqui a pouquinho mais notícias para o Brasil, que vai voltar a ser respeitado pelo mundo”.