Flávio Dino é sorteado para relatar terceiro pedido de inquérito da PF contra Lulinha no STF
Ministro Flávio Dino foi sorteado relator de terceiro pedido de inquérito da PF contra Lulinha por tráfico de influência no governo federal
Por ContraFatos 03/08/2026 Atualizado em 03/08/2026
Flávio Dino
Novo inquérito contra filho de Lula apura tráfico de influência e será analisado pelo ministro Flávio Dino
A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um terceiro pedido de abertura de inquérito contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desta vez, o ministro Flávio Dino foi sorteado como relator do caso.
Duas investigações já autorizadas por André Mendonça
Antes desse novo pedido, o ministro André Mendonça já havia autorizado a abertura de dois inquéritos envolvendo o mesmo investigado. As duas frentes apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção praticados no âmbito do governo federal.
Leitura
Primeiro inquérito: cannabis medicinal e Ministério da Saúde
A primeira investigação sob relatoria de André Mendonça examina se Lulinha intermediou interesses junto ao Ministério da Saúde em negociações relacionadas à autorização de comercialização de cannabis medicinal. O nome do empresário surgiu em desdobramentos de apurações sobre fraudes no INSS, em razão de sua ligação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo inquérito: contratos com a Dataprev
O segundo inquérito investiga a possível atuação do filho do presidente para beneficiar uma empresa em contratos firmados com a Dataprev, estatal de tecnologia vinculada ao governo federal. A PF suspeita que um empresário do setor de tecnologia tenha agido em conjunto com Lulinha, o “Careca do INSS” e a empresária Roberta Luchsinger para direcionar contratos públicos.
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A nova petição da Polícia Federal foca em suspeitas de tráfico de influência exercido no governo federal em favor de empresas parceiras. Essa terceira solicitação amplia o escopo das investigações já em curso contra o empresário.
Próximos passos no Supremo
Com a definição de Flávio Dino como relator, cabe exclusivamente a ele avaliar o pedido formulado pela autoridade policial e decidir se autoriza ou indefere a instauração dessa terceira frente de investigação contra Lulinha. Os dois inquéritos anteriores seguem sob a relatoria do ministro André Mendonça.