Filme financiado com recursos privados, sem Lei Rouanet
Segundo Flávio Bolsonaro, sua atuação no projeto cinematográfico consistiu exclusivamente em buscar empresários interessados em investir dinheiro privado na produção. O senador frisou que essa era a única alternativa viável para viabilizar o longa-metragem. Aproveitou a ocasião para alfinetar o governo federal, afirmando que, diferentemente dos adversários políticos, não recorre à Lei Rouanet nem a verbas de prefeituras para produzir homenagens.
Na argumentação do parlamentar, Vorcaro enxergava oportunidade de lucro no setor audiovisual. Flávio fez questão de ressaltar que a oposição não dispunha de favores políticos para oferecer ao empresário em contrapartida.
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Entrar no grupo Senador nega intimidade com banqueiro
O congressista rechaçou qualquer relação de amizade ou proximidade com Daniel Vorcaro. De acordo com Flávio, o primeiro encontro entre os dois ocorreu em dezembro de 2024, com o propósito único de discutir o longa-metragem. O uso de termos como “irmão” nas mensagens trocadas entre ambos, segundo o senador, não passa de um vício de linguagem típico dos cariocas.
“Irmão, mermão, é uma expressão que a gente usa para cumprimentar, até para pedir um coco na praia”, disse. “É igual guri no Rio Grande do Sul, piá no Paraná, mano em São Paulo. Não tem por que querer empurrar goela abaixo uma intimidade que não tenho.”
Para Flávio, os opositores políticos tentam forçar a narrativa de que existia uma relação estreita com o banqueiro, com o objetivo de desgastar sua imagem pública.
Estrutura financeira nos Estados Unidos
Os recursos captados para a produção de Dark Horse eram direcionados ao Havengate Development Fund LP, uma estrutura submetida à fiscalização da SEC, a agência reguladora do mercado financeiro dos Estados Unidos. Um advogado vinculado ao fundo era o responsável pela gestão dos valores arrecadados.