Folha de S.Paulo classifica gestão fiscal de Lula como ‘gastança’ e alerta para contas públicas à beira do precipício
Editorial da Folha de S.Paulo critica a gastança fiscal do governo Lula e alerta que as contas públicas chegaram à beira do precipício
Por ContraFatos 16/08/2026 Atualizado em 16/08/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Editorial do jornal cobra responsabilidade fiscal na campanha eleitoral e critica aumento da dívida no governo petista
O início da campanha eleitoral neste domingo, 16, trouxe à tona um debate que a Folha de S.Paulo considera o mais urgente do momento: a necessidade de reequilibrar as contas públicas para garantir crescimento sustentável ao país. A avaliação foi exposta em editorial publicado na versão on-line do jornal na noite do sábado, 15.
Dívida pública cresceu mais de dez pontos do PIB em quatro anos
O texto é enfático ao apontar que a irresponsabilidade fiscal durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empurrou as finanças federais para uma situação-limite. “Não há justificativa para o acréscimo de mais de dez pontos percentuais do PIB à dívida em quatro anos”, afirma a publicação. “Não foi período de pandemia, quando o governo precisa aumentar despesas para amortecer os efeitos sobre a população.”
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Segundo o editorial, “a irresponsabilidade levou as contas públicas até a beira do precipício“, sobretudo ao longo do atual governo.
Crescimento insustentável e desempenho fraco em ano eleitoral
A Folha apresenta dados sobre a evolução do PIB para reforçar sua crítica. “O PIB terá crescido 2,7% ao ano de 2023 a 2026, sendo praticamente certo que o pior desempenho do período será neste ano de eleições e de gastança ainda maior”, prossegue o editorial. “O pior desempenho no último ano do mandato demonstra o quanto é insustentável um crescimento baseado preponderantemente nos gastos do governo.”
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Para o jornal, o próprio Lula atuou como “o verdadeiro ministro da Fazenda de seu terceiro mandato”, já que “prevaleceu a gastança” ao longo de toda a gestão.
Independência do Banco Central evitou cenário inflacionário
O editorial também destaca o papel da autonomia do Banco Central como barreira contra efeitos ainda mais graves da política fiscal expansionista. “Não fosse a independência do Banco Central, que Lula critica a mais não poder, os brasileiros teriam corrido sério risco de voltar a conviver com o drama da aceleração inflacionária, problema estrutural resolvido há mais de 30 anos”, opina a Folha.
Alerta ao eleitor diante da campanha presidencial
O jornal encerra reforçando que “a estabilidade da moeda e a democracia estão entre as principais conquistas da sociedade” e que o “eleitor deve estar atento aos vendedores de ilusões na campanha presidencial”. A publicação alerta, ainda, para os riscos de uma recessão caso não haja contenção fiscal nos próximos anos.