Caso Banco Master e ligações com o Judiciário
O editorial da Folha também aborda as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Segundo o jornal, Vorcaro manteve vínculos com integrantes do Judiciário que levantam sérias suspeitas. Entre os fatos apurados, o empresário firmou contrato com o escritório da família de Alexandre de Moraes e facilitou negócios envolvendo Dias Toffoli.
Além disso, Alexandre de Moraes realizou oito viagens em jatos executivos pertencentes a empresas controladas por Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
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Entrar no grupo Falta de transparência sobre Toffoli
Outro ponto destacado pelo editorial é a ausência de prestação de contas por parte do STF em relação às circunstâncias que envolvem o ministro Dias Toffoli. Embora a Corte tenha retirado dele a relatoria do caso Master, não houve qualquer análise pública das suspeitas apontadas pela PF. Para a Folha, essa omissão aprofunda a crise de confiança.
Reação de Moraes ao relatório da PF
O jornal direciona críticas específicas à postura de Moraes após a divulgação do relatório da Polícia Federal que o identificou como interlocutor nos diálogos de Vorcaro. A revelação foi feita pelo ministro André Mendonça. Em resposta, segundo o editorial, “Moraes apertou o botão do inquérito abusivo a ele atribuído em 2019, expôs o aparato policial que o auxilia nas sombras e deu publicidade a documento apócrifo com acusações especulativas contra Mendonça.”
Decisão de Flávio Dino amplia a turbulência
A publicação também questiona a decisão tomada pelo ministro Flávio Dino em 9 de setembro, que reintegrou Andrei Rodrigues ao comando da PF. Dino anulou, de forma individual, o afastamento anteriormente determinado por Mendonça e referendado pela maioria da 2ª Turma do STF.
Na avaliação da Folha, essa medida agravou ainda mais a crise institucional. O editorial sustenta que a iniciativa de Dino “empurrou a Corte e o seu maior atributo, a credibilidade, para a beira do desfiladeiro”.
Pedido de sessão pública e afastamentos
Diante de todo esse quadro, o editorial defende que o STF convoque uma sessão pública para analisar de forma transparente as suspeitas que recaem sobre seus ministros. O jornal entende que o afastamento de Moraes e Gonet é indispensável para que a Corte recupere sua autoridade e reconquiste a confiança da sociedade.