Fraudes no INSS: amiga de Lulinha deve depor à Polícia Federal sobre esquema que desviou dinheiro de aposentadorias
Empresária Roberta Luchsinger deve depor à Polícia Federal sobre fraudes no INSS e possíveis repasses financeiros ao filho do presidente Lula
Por ContraFatos 18/05/2026 Atualizado em 18/05/2026
Brasília (DF) 09/05/2025 - Fachada da sede do Instituto Nacional do Seguro Social, INSS Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Empresária Roberta Luchsinger é suspeita de ter recebido pagamentos de Antonio Camilo Antunes, apontado como um dos organizadores das fraudes no INSS
A empresária Roberta Luchsinger, que mantém relação de amizade com Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, terá de prestar depoimento à Polícia Federal no dia 20 de maio. A oitiva está prevista para ocorrer em formato online e faz parte do inquérito que investiga fraudes em acordos de cooperação técnica responsáveis por desviar recursos de aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).
Pagamentos suspeitos e conexão com o “careca do INSS”
O nome de Roberta surgiu na investigação como destinatária de valores repassados por Antonio Camilo Antunes, apelidado de “careca do INSS“, apontado como peça central na organização do esquema de desvios. A empresária chegou a ser alvo de mandado de busca e apreensão cumprido em uma das etapas da Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF.
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Mensagens indicam possível repasse a filho de Lula
Nos aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação, a Polícia Federal encontrou conversas que sugerem que Roberta teria repassado valores ao “filho do rapaz”. A partir dessas evidências, os investigadores querem esclarecer se Fábio Luís Lula da Silva — o Lulinha — foi de alguma forma beneficiado com dinheiro oriundo do esquema, além de apurar a motivação por trás dos eventuais repasses.
Sociedade em fábrica de cannabis medicinal em Portugal
Informações preliminares fornecidas por Roberta e por pessoas do círculo próximo de Fábio apontam que os dois teriam negociado uma sociedade com Antônio Camilo em uma fábrica de cannabis medicinal localizada em Portugal. A Polícia Federal também identificou uma viagem que os três fizeram juntos ao país europeu em 2024, em voo comercial, cujas passagens teriam sido pagas pelo próprio “Careca”.
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Defesa alega prestação de consultoria sobre canabidiol
A defesa de Roberta Luchsinger sustenta que a empresária prestou serviços de relações institucionais no Brasil relacionados à regulação da produção e importação do canabidiol no país. Ainda segundo seus advogados, ela já teria esclarecido esse ponto em outras oportunidades ao longo da investigação e se dispõe a fazê-lo novamente no depoimento marcado.
Lulinha, que atualmente reside na Espanha, também manifestou disposição de vir ao Brasil para prestar esclarecimentos à Polícia Federal sobre os fatos apurados no inquérito.