O criador do aplicativo de mensagens, que atualmente possui mais de 900 milhões de usuários globais, esclareceu que sua vasta riqueza não será imediatamente acessível aos seus filhos, mesmo após sua morte. Ele estabeleceu um período mínimo de 30 anos antes de qualquer parte do patrimônio ser liberada. De acordo com ele, esse intervalo de tempo é essencial para assegurar que seus filhos estejam suficientemente amadurecidos e prontos para gerenciar os fundos.
Estima-se que a fortuna de Pavel Durov esteja entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões (equivalente a entre R$ 82 bilhões e R$ 110 bilhões), colocando-o entre as principais personalidades do setor de tecnologia e inovação.
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Entrar no grupo “Quero evitar que heranças mal administradas destruam vidas ou incentivem comportamentos prejudiciais. Por isso, estabeleci critérios e prazos rigorosos” , disse o empresário de 40 anos.
O empresário também revelou que, após sua morte, o controle do Telegram será transferido para uma fundação sem fins lucrativos. Segundo ele, o objetivo é garantir a continuidade da plataforma de maneira autônoma, preservando seus princípios fundamentais. “Desejo que o Telegram siga existindo de forma independente, mantendo seu compromisso com a privacidade e a liberdade de expressão” , declarou.
Polêmica na França
Na entrevista, Pavel Durov também falou sobre sua prisão na França, que ocorreu em agosto de 2024. O fundador do Telegram é o foco de uma investigação que está examinando sua suposta participação em crimes como abuso sexual de crianças e fraudes supostamente facilitadas pela plataforma. Durov refutou as alegações de falta de cooperação com as autoridades e criticou as restrições judiciais que o proíbem de deixar o país, argumentando que isso o separa de sua família em um momento sensível.
“Fui submetido a interrogatórios intensos nas instalações da alfândega judicial. Passei quatro dias respondendo a todas as perguntas sem omitir nada” , relatou o executivo.
Ele também descreveu as condições da prisão: “ À noite, uma luz intensa permanecia acesa no quarto de sete metros quadrados onde dormia em uma cama de concreto. O espaço era limpo, mas não havia travesseiro, e o colchão não era mais espesso do que um tapete de ioga.”
Durov defendeu mais uma vez o Telegram, que frequentemente entra em conflito com autoridades globais devido à sua postura de proteger a privacidade dos usuários, como sendo “um bastião contra a vigilância em massa”.