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Fungo encontrado em Chernobyl pode converter radiação em energia e revolucionar a ciência

Fungo encontrado nas paredes radioativas de Chernobyl pode usar radiação como energia e já foi testado na Estação Espacial Internacional

Organismo descoberto em uma das zonas mais radioativas do planeta desafia a biologia e desperta interesse da exploração espacial

Um pequeno fungo encontrado nas paredes de um dos edifícios mais contaminados da antiga usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, pode estar fazendo algo que a ciência considerava improvável: utilizar como fonte de energia. O organismo, batizado de Cladosporium sphaerospermum, não apenas sobrevive ao ambiente extremo — ele parece prosperar nele.

Uma descoberta que intriga cientistas há décadas

Tudo começou no final dos anos 1990, quando equipes de pesquisadores conduziram um levantamento biológico detalhado na zona de exclusão estabelecida após a explosão do reator número 4 de Chernobyl. Durante essas expedições, dezenas de espécies de fungos escuros foram catalogadas, todas ricas em — pigmento reconhecido por sua capacidade de proteger células contra diversos tipos de radiação. O Cladosporium sphaerospermum se destacou ao dominar justamente as áreas com maior contaminação radioativa.

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