Uso de atos como “reivindicação social”
Segundo as investigações, integrantes do PCC estariam utilizando manifestações apresentadas como movimentos de “reivindicação social” para promover interesses da facção. Esses eventos, de acordo com os investigadores, teriam sido financiados com recursos ilícitos oriundos da própria organização criminosa.
A estratégia, conforme apurado, buscaria ampliar a presença do grupo, angariar apoio e ocultar a origem do dinheiro empregado nas mobilizações.
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Entrar no grupo Interceptações e parceria entre órgãos
A operação contou com a colaboração do Ministério Público do Estado de São Paulo e do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal.
As apurações tiveram como ponto de partida mensagens interceptadas em outubro do ano passado pela Polícia Civil de São Paulo. O material foi extraído de celulares do traficante Michael Silva, conhecido como “Neymar do PCC”.
De acordo com o inquérito, ele teria solicitado apoio financeiro a um contato para custear despesas relacionadas a uma passeata realizada em Brasília. O ato tinha como pauta a defesa de direitos de detentos e ocorreu na Esplanada dos Ministérios no fim de abril de 2024.
Em uma das mensagens, Silva escreveu: “Amigo, sabe que eu ia te falar em cima do que meu padrinho te falou e eu também: de você e os amigos darem uma ajuda em cima da passeata que vai ter agora dia 28”. Em seguida, acrescentou: “Vai sair os ônibus para Brasília. Queria ver se você e os ‘truta’ vão ajudar mesmo, que temos que pagar os ônibus e comprar um lanche.”
Na sequência da conversa, o interlocutor confirmou a colaboração financeira no valor de R$ 3 mil.
As investigações seguem em andamento para esclarecer a extensão do envolvimento da facção criminosa nos atos realizados na capital federal.